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Artigo de Opinião de Pedro Guerra no sportugal.pt
O que eu temia aconteceu. O Benfica foi prejudicado pelo árbitro e a claque do FC Porto confirmou a sua forma arruaceira de estar, pondo em causa a saúde de vários espectadores. Tão inqualificável como o comportamento dos Super Dragões é o lamentável comunicado da administração da FC Porto, SAD. Justificar o comportamento dos seus adeptos com o espaço que o Benfica escolheu para a instalação da sua claque é chocante e diz tudo acerca da forma de estar do clube portista. Em vez de condenar e pedir desculpa pelo comportamento criminoso e indecoroso de parte dos seus adeptos, a administração da FC Porto – Futebol, SAD preferiu insultar a inteligência de todos quantos puderam assistir “in loco” e pela TV a mais uma gravíssima actuação da sua claque predilecta, a tal que passa os jogos a insultar o Benfica e os seus adeptos com obscenidades impublicáveis e que, recentemente, no minuto de silêncio em memória de Manuel Bento, se destacou por assobiar.

Fui um dos 62.756 espectadores que assistiram ao jogo e confesso que temi o pior à medida que os Super Dragões foram disparando os vários petardos.Os contingentes policial e de stewards destacados para guardar a claque do FC Porto eram assustadores e é nestas alturas que mais admiro a coragem de quem faz da segurança profissão. Discute-se agora a opção de colocar a claque portista por cima dos adeptos do Benfica, havendo quem defenda que devia ter sido ao contrário – os portistas por baixo e os benfiquistas no anel de cima – ou há quem defenda que os adeptos deviam ter ficado lado a lado. Trata-se de uma discussão necessária, mas desfocada do essencial. O problema é outro. Eu, que sou adepto de medidas que cortem o mal pela raiz, se mandasse no Benfica, proibia, para o futuro, os Super Dragões de entrarem no Estádio da Luz.

Esta é a única medida que se deve aplicar a quem se comporta da forma como se comportaram os membros daquela claque, que são conhecidos por semearem a violência gratuita, dentro e fora dos estádios, que chegaram, inclusive, a intimidar um profissional do seu clube com o disparo ignóbil de um very light, e que tem andado nas bocas do mundo pelo facto do seu líder estar a ser investigado pela cobarde e criminosa agressão ao autarca de Gondomar que denunciou várias situações que deram origem ao processo do "Apito Dourado".

Como já percebemos, a administração da FC Porto, SAD não tem a coragem de interditar a sua claque predilecta. Espero que outras entidades competentes o façam. Estranho o silêncio dos responsáveis governamentais pelo sector do Desporto. Ao Ministro Pedro Silva Pereira e ao Secretário de Estado Laurentino Dias exige-se firmeza e determinação. A abertura de um inquérito aos acontecimentos é o mínimo, pois semelhantes actos não podem ficar impunes.

O acintoso comunicado do FC Porto leva-me a perder pouco tempo sobre a actuação do árbitro. Pedro Proença voltou a prejudicar o Benfica, numa espécie de máxima “a tradição ainda é o que era”. Gostava de perceber por que razão o árbitro mandou repetir o livre que deu o golo de Pepe. Para os mais distraídos, Quaresma marcou o livre e Quim defendeu. Estranhamente, Pedro Proença mandou repetir o lance por alegado desentendimento na grande área entre Anderson e Pepe, uma situação comum neste tipo de lances.

Lamentavelmente, o mesmo rigor do árbitro não se verificou quando o remate de Nélson foi parado pela braço de Bosingwa dentro da grande área portista. Um penalty que, provavelmente, seria marcado por outro árbitro que não fosse sócio do Benfica. E foi aqui que residiu o grande erro da Comissão de Arbitragem. Vítor Pereira está a fazer aos outros aquilo que não gostava que lhe fizessem quando arbitrava – ser designado para jogos do seu Sporting. Todos nós sabemos que esta é a mais complexa forma de condicionar alguém. Ou seja, pôr uma pessoa a decidir sobre questões em que está sentimentalmente comprometido com uma das partes é uma “maldade” pouco recomendável e que, normalmente, acaba mal, com essa pessoa a querer mostrar que é tão isenta e imparcial, que prejudica o seu clube. Foi o caso.

O currículo de Pedro Proença em jogos do Benfica é conhecido e assustador – uma derrota em Penafiel por 1-0 (32.ª jornada), na época 2004/2005, actuação manchada com dois penalties perdoados ao Penafiel, jogo em que o Benfica podia ter perdido o título que conquistou; e um empate (0-0) em casa com o Belenenses (12.ª jornada), na época 2005/2006, com mais dois penalties não assinalados a favor do Benfica. Isto já para não falar num célebre Boavista-Benfica em que Pedro Proença prejudicou claramente o Benfica.

Valha a verdade que a maior culpa é de quem o tem nomeado. Confesso que de Vítor Pereira esperava outra atitude. Mas sobre ele falarei um dia destes, pois parece-me que o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga está a perder a grande oportunidade de “limpar” o balneário da arbitragem portuguesa. E, por falar em nomeações, vou estar muito atento às sete decisivas jornadas. Espero que impere o bom senso e que Vítor Pereira saiba dignificar uma classe posta em xeque com o "Apito Dourado".

fonte: sportugal.pt - artigo de opinião de Pedro Guerra
publicado por Bruno Leite
Comentários a "Artigo de Opinião de Pedro Guerra no sportugal.pt"
Anonymous Vítor Guerreiro
Tudo aquilo que é dito em relação à claque desordeira é não só um facto como uma vergonha mais que assimilada. O que no meio deste artigo não concordo é com a performance do árbitro. O sr. Proença até limitou desde logo os factos nos minutos inciais, com o amarelo ao Bruno Alves, e a não mostrar nada a Simão. O lance do suposto penalty foi muito em cima, nada havia a fazer, e nem sequer houve movimento de Bosingwa. Houve dualidade na mostragem dos cartões, e o golo do Porto nem sequer pode haver contestação. Uma coisa é certa, nunca haverá consenso em relação a um árbitro, seja ele assumidamente de um clube ou não. E tudo aquilo que andaram os últimos dias a fazer, a criar um cenário prejudicial ao SLB por parte do sr. Proença, teria de vir ser posto em causa, obviamente. Este artigo é lamentável, tal como todos são quando poem em causa a integridade dos árbitros. Houve o apito dourado, mas também há seriedade, e o sr. Proença tem-a mostrado. E já agora, para os sr.s deste blog, escrevam muito, escrevam crónicas, mas não sejam facciosos nem tendenciosos, é que isso já é algo que desvia da orientação que vi aqui no início. cumprimentos.
5 de abril de 2007 às 23:39  
Estimado leitor Vítor Guerreiro, muito nos apraz o seu comentário. É um sinal de que está atento ao Planet Football 10 e que pretende ajudar-nos a melhorar a cada dia que passa. Permita-me no entanto discordar de uma das críticas efectuadas. O artigo aqui presente n~eo é da autoria de qualquer dos colaboradores do blog e isso está devida e destacadamente assinalado. Por vezes colocamos artigos sobre temáticas mais prementes de outras publicações desde que devidamente assinaladas como foi o caso. Por isso a equipa do Planet Football 10 não se revê obviamente envolta num clima tendencioso ou de facciosismo. Se se referir a um artigo que escrevi na semana transacta sobre o árbitro Pedro Proença é apenas um artigo de opinião no qual a minha posição foi expressa com base na análise de factos. Sendo que esses artigos estão devidamente assinalados com a sigla "Opinião". Poderá obviamente discordar ou refutar os argumentos e alguns dos factos que lá exponho, mas nunca pôr em causa a minha isenção nem a da restante equipa de colaboradores do Planet Football 10.
Com os melhores cumprimentos e muito obrigado pela participação na vida activa do nosso blog.

Administração do Planet Football 10
6 de abril de 2007 às 00:31  
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