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Scolari sai após Euro 2008
O selecionador de Portugal, Luiz Filipe Scolari, afirmou em declarações ao jornal brasileiro O Estado de São Paulo, que irá abandonar a selecção portuguesa, abordou o fenómeno Cristiano Ronaldo e ainda deu uma luz quanto ao seu futuro.

"Depois de cinco anos e meio e de ter renovado todo um grupo de trabalho, conseguido todas as classificações possíveis, ter jogado dois Europeus e um Mundial, acho que chegou a hora da mudança de seleccionador", foi assim que o técnico brasileiro desfez as poucas dúvidas que restavam quanto ao seu futuro à frente da selecção das quinas.

De acordo com Scolari: "Um treinador tem que ficar num clube ou numa selecção no máximo três, quatro anos. É normal que aconteça a mudança", assegurando que tudo está a ser feito para que a qualificação para o Euro 2008 seja alcançada, "se Portugal vai ganhar o Europeu? estamos a trabalhar no duro e, para já, conseguimos recuperar na fase de qualificação (4-0 à Bélgica e 1-1 na Sérvia nos últimos jogos)". Filipão adiantou ainda: "O Euro 2008 será muito difícil, mas acredito demais no grupo que montei. Vamos fazer tudo para ganhar e os adeptos portugueses sabem disso. O amor à selecção, que agora também é minha, voltou".

Sobre Cristiano Ronaldo, Scolari foi muito elogioso e protector: "O potencial dele é fantástico. Eu não lhe digo para não o estragar. Faço o papel de chato e fico forçando, de modo a que ele corrija os mínimos defeitos que tem", adiantando ainda, "faço o papel de pai, não vou falar para o Cristiano o que penso dele como jogador. Mas, será um marco no futebol de Portugal...será o melhor do Mundo. Tem futebol para, no futuro, ir além do Figo. E vou mais longe: igualar Eusébio, que foi o melhor de todos". Para o técnico brasileiro, o "puto maravilha" só pode seguir um caminho, "basta continuar a ser humilde e trabalhador como é. E ainda é um menino maravilhoso, de coração grande", disse.

Em relação ao futuro, Filipão deixou em aberto uma possibilidade: "Acho possível que um técnico brasileiro dirija a selecção desde a Europa. Cerca de 75% dos convocados actuam aqui e os amigáveis também estão a acontecer aqui. Basta o seleccionador estabelecer uma forma de trabalho e passar uma semana por mês no Brasil para acompanhar os jogos e descobrir novos atletas". O selecionador deu até o exemplo do seu homólogo honadês, Guus Hiddink, que treina a selecção russa a partir do seu país, a Holanda.

Para concluir a sua entrevista, mencionou a questão da organização do Mundial de 2014, a qual o Brasil pensa em se candidatar: "sou um brasileiro disposto a ajudar o meu país, desde que tudo seja bem estudado e ninguém seja beneficiado. Quando se faz um evento dessa magnitude é preciso passar ao povo quanto se vai gastar, e estipular além do normal um mínimo de acréscimo", acrescentando ainda que "tudo tem de ser feito com transparência. Ninguém pode levar vantagem. Ninguém. O que puder fazer pelo meu país, vou fazer, mas longe da política".

foto: sportugal.pt
publicado por Pedro Ribeiro
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