Não sou pessimista por natureza, mas parece-me que o cenário português em termos de competições da UEFA está seriamente 'ferido de morte', e nem é por uma questão de jogadores, porque nomes como Lucho, Aimar, Reyes, Lisandro, Rochemback ou Liedson são sinónimo de qualidade em qualquer lado (sim eu sei que não se comparam a outros, mas mesmo assim), mas vejo que não há estofo nem mentalidade competitiva que consiga compensar os outros elementos que faltam.
Temos um campeonato claramente nivelado por baixo, onde todos os fins-de-semana somos 'forçados' a ver jogos de péssima qualidade, aonde os jogadores parecem estar 'anestesiados' ou então já têm a cabeça em outras ligas...mais uma vez os empresários ajudam neste ponto...
Tenho seguido com particular atenção a carreira de 2 equipas na Champions deste ano, o Anorthosis e o Cluj, tanto porque não as conhecia bem, como pelo simples facto de querer ver que mentalidade apresentariam numa competição deste nível, e a verdade é que ao cabo de 2 jornadas apenas, continuam sem perder e já fizeram resultados surpreendentes! Podemos argumentar que tiveram sorte ou que os adversários os subestimaram, e até pode ser verdade, mas ninguém tem sorte durante 90 minutos inteiros e no 2º jogo já não havia o efeito surpresa.
Quando vejo estas equipas jogar, vejo atitude, garra, vontade, espírito de luta e de união...faltam muitos outros aspectos mas a força mental ajuda e muito, porque o Porto quando ganhou tudo com o Mourinho não tinha melhores jogadores que os 'tubarões' habituais da Champions, mas 'meteu na cabeça' que conseguia e que era mais forte e deu no que deu...O senhor Jesualdo quando diz que o jogo com o Arsenal era um jogo para perder, erra profundamente, porque ninguém fica inspirado ou com vontade de lutar por um resultado com um discurso destes, quando muito falava com a equipa e explicava que embora as 'contas' do Porto no grupo não dependiam de um resultado positivo contra o Arsenal, que era uma excelente montra e para aproveitarem para se divertirem e jogarem de forma descontraída...
Resumindo- o futebol português, os seus intervenientes e as suas mentalidades deixam muito a desejar e nisto incluo também os adeptos, porque assobiar uma equipa só porque nos primeiros 10 minutos ainda não está a ganhar por meia dúzia é ridículo!
É este o futebol triste que temos, claramente de 2ª divisão europeia, a caminho da 3ª...
O futebol português é pródigo em talentos, mas é também pródigo em novelas que têm como principais protagonistas de verão algumas das estrelas mais cobiçadas do futebol nacional. Como não há ano em que isso não aconteça, desta vez, a moda foi seguida por Quaresma, Moutinho e Luisão. Vou excluir Katsouranis desta contabilização, visto as razões invocadas pelo grego serem de natureza familiar e não propriamente de insatisfação em representar o Benfica.
«Quero sair», «Está na altura de dar um passo em frente» ou «o clube já sabe qual é a minha vontade», são apenas alguns dos habituais recados das vedetas que se esquecem rapidamente o quanto o seu clube os projectou e os ajudou a chegar ao estrelato.
Esquecem-se também, e rapidamente, de todos os sacrifícios que fizeram para que pudessem chegar ao topo e ser reconhecidos a nível mundial e dos colegas que, muitas vezes, com tanto ou mais talento que eles, se perderam e nunca passaram de clubes que somente lhes podem oferecer uma carreira de tostões.
Quaresma, Moutinho e Luisão, embora este último se tenha manifestado de uma forma menos agressiva, deveriam pensar na sorte que têm em jogar no Porto, Sporting e Benfica e no facto de serem os cidadãos mais bem pagos do país, a par de algumas outras personalidades.
Se foi com humildade, sacrifício e trabalho, muito trabalho, que eles chegaram ao topo, deveriam enveredar pelos mesmos valores para que mais tarde, e merecidamente, pudessem dar o salto para clubes de dimensão económica indubitavelmente superior, sem pisar os seus clubes, aqueles que lhes deram dimensão internacional.
Além de todas estas questões morais e de valores, levanta-se a questão, porventura, mais importante de todas que é o facto de todos eles terem vínculos assinados com os seus clubes e cláusulas de rescisão que nenhum clube pagou até ao momento- sendo que a de João Moutinho só pode ser exercida até dia 15 de Junho de cada época. Por isso, convém levantar a questão dos contratos e da cada vez maior pressão por parte dos empresários, para que os jogadores não cumpram esses vínculos, de forma a que possam lucrar milhões através das valiosas comissões que recebem.
Relativamente a João Moutinho, não será também de colocar de parte, que o problema tenha nascido aí. O representante do jogador sempre foi o seu pai, mas depois do europeu de 2008 o médio decidiu entregar a sua representação ao reputado Pini Zahavi- cujo sobrinho Alexander joga nos juvenis do Sporting- que goza de relações privilegiadas no futebol inglês. Daí terá nascido a possibilidade de ir para o Everton, tentando o empresário e o clube inglês jogar com a vontade do jogador em sair para baixar drasticamente o valor do passe. O Sporting tem resistido, e a meu ver muito bem, -eu não deixaria sair Moutinho- sobretudo pelo comportamento ridículo que está a ter para com o clube.
Por agora, FC Porto e Benfica também têm conseguido aguentar esta pressão, mas veremos até quando isto se verificará. O caso que mais tem mexido com os media a este nível é o de Ronaldo e a possível ida para o Real Madrid, uma novela que já ninguém tem pachorra para aturar, além de se perceber claramente que seria muito bom ele continuar em Manchester por mais uns anos e depois dar o salto para aquele que considero o maior clube do mundo.
Posto isto pergunto eu: Porque se assinam contratos no futebol?
Como é habitual diariamente, logo pela manhã efectuo a ronda diária pela imprensa desportiva nacional e internacional e eis que quando visitava o site do Jornal "O Jogo", que muito tenho em consideração, deparo-me com uma situação inacreditável. Segundo noticiava o site em questão, o Barcelona acabara de atingir a importante marca de 163 mil associados. Nada de anormal, portanto, tendo em conta a dimensão do colosso mundial. No entanto, após ler a notícia deparei-me com a seguinte informação:
«O clube catalão, cujo orçamento deve rondar os 400 milhões de euros este ano, afirmou, no seu site, que é o clube mundial com mais sócios.»
Tendo em conta que é público, e está registado no livro de recordes do Guiness, que o Benfica é o clube com mais sócios em todo o mundo (183 mil neste momento), estranhei a suposta posição pública do Barcelona e decidi verificar a informação na sua fonte emissora, ou seja o site oficial do clube catalão, e aí encontrei uma notícia bem diferente:
«Esta cifra consolida al club entre los más grandes del mundo, con la característica diferencial de tener la masa social más amplia.»
Como é fácil constatar, a mensagem do clube barcelonista revela que esta marca coloca o clube entre os maiores do mundo, com a característica diferencial de ter a massa social mais ampla. E eu pergunto. Onde é que jornalista em questão foi desencantar que o Barcelona afirmava no site oficial ser o clube mundial com mais sócios?
Fico muitas vezes perplexo com o que leio diariamente nos sites desportivos portugueses de referência, pois encontro sempre algumas informações erradas, erros ortográficos, mas sinceramente nunca tinha visto nada como o que vi hoje. Se quiser pode conferir aqui o artigo original do site do Barcelona e aqui uma estranha forma de jornalismo...que não se coaduna com o prestígio do órgão em questão.
Portugal chega ao Europeu e, claramente acima das minhas espectativas, faz dois jogos de altissimo nível. Como se isso não bastasse, dá a sensação, a todos nós, de que temos equipa para muito mais... já não é só aquela técnica que sempre tivemos, mas também a capacidade fisica e psicológica que os jogadores transmitem a todos aqueles que vêem os jogos no estádio ou pela TV.
Características, que apenas aquelas selecções de top, que habitualmente vencem títulos têm capacidade de transmitir a todos os seus aficionados. Aquela sensação de confiança...
Começamos hoje a 3ª jornada da competição, vi praticamente todos os jogos até aqui, ou seja tive a possibilidade de observar todas as equipas jogar pelo menos dois jogos... Não tenho dúvidas! Se o futebol não fosse cheio de imprevistos... garanto-vos que não sei se éramos Campeões, mas que íamos ter uma final Portugal - Holanda, disso não tinha dúvidas. Mas o futebol não é assim tão linear...
Agora que está tudo a correr bem, só comparável ao fantástico percurso efectuado durante o Euro 2000, e em que o protagonismo era todo dos nossos brilhantes jogadores, eís que após a vitória frente à forte República Checa surgem novos protagonistas a quererem não sei bem o quê, mas algo que espero não venha a afectar o percurso da equipa das quinas daqui para a frente...
Senão vejamos:
1 - Rebenta a bomba, o "Mister" Scolari assina pela Chelsea... sinceramente acho bem, com um ordenado daqueles também eu ia para Stanford Bridge. Mas, porque raio tinha a notícia de sair agora? Estranho, o comportamento do Mister, sempre foi um exemplo para qualquer jogador, a personalidade, a liderança, a capacidade para dizer as coisas quando estas têm de ser ditas... mas porque raio autorizou o homem que o site dos "Blues" colocasse aquela informação online já? Não critico Scolari por ter assinado e tratado do seu futuro antes do Euro 2008 ter o seu inicio, critico sim, porque deveria ter solicitado à equipa de Abramovich para guardar a informação até pelo menos ao dia 30 Julho... (dia seguinte ao da final de Viena :-) enfim... um mau exemplo para quem tinha fama de dar sempre bons exemplos.
2 - "King" Eusébio - Tenho muito respeito por este senhor, deu muito ao meu clube e à nossa selecção, mas Grande Eusébio, que declarações foram aquelas à dois / três dias atrás?
Primeiro, vens dizer que a FPF deveria ter tentado falar com Luiz Filipe Scolari, mas... então o King acha que o sr. Gilberto Madaíl já não tinha conhecimento desta situação?
Depois, como é possivel dizer que Portugal não tem um ponta de lança de jeito na frente de ataque? Vamos lá ver, eu concordo com Eúsébio, quando faz esta declaração, o que acho é que esta foi a todos os níveis realizada na pior altura. Senão vejamos, Portugal não tem, nem nunca teve desde Fernando Gomes, um verdadeiro ponta de lança. Com esta declaração, quem vem o King "queimar" foi claramente o Nuno Gomes, que reforço esta é a minha opinião, é tremendamente injusto nesta altura do campeonato, porque tem sido dos melhores jogadores da nossa selecção. Atenção, e digo isto para quem não me conhece, eu sou dos maiores criticos de Nuno Gomes enquanto avançado do meu clube (Benfica) na época passada passada foi dos piores jogadores em campo. Na Selecção tem estado simplesmente fantástico, não marca, é verdade, mas tem sido extremamente útil na dificil tarefa de "cansar" os defesas contrários a abrir espaços para os colegas de equipa. Enfim, Pantera... há que ter mais calma nas declarações que se proferem... mas tal como o Nuno disse o KING hás-de ser sempre tu!
3 - Incrivel... então não é que o mesmo individuo do CJ da FPF que no mês passado tinha vindo dizer que o FC Porto iria perder 6 pontos na passada edição da Liga (2007/08), vem agora perante a comissão de apelo do organismo máximo do futebol europeu afirmar que não sabe se a decisão de punir o FC Porto tinha ou não transitado em julgado...
Bem... penso que este será mais um atestado de incompetência que Portugal (agora a nivel desportivo) dá ao resto da Europa.
Só para aumentar aumentar o nível da incompetência... o site do FC Porto e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional apresentam classificações nas quais o FC Porto surge em primeiro lugar com menos seis pontos do que os que deveria ter. Então? Em que é que ficamos?
Brilhante é também a postura dos alguns dirigentes portistas... fazendo ataques ao Benfica, nos quais afirmam que isto é uma chapada de luva branca a quem queria ir à Champions através da Secretaria...
Com este tipo de declarações parece-me que os dirigentes azuis e brancos estão-se a esquecer de que o problema nesta situação não é o Benfica ou mais uma simples luta de clubes rivais. Há uma acusação de corrupção que passou para a UEFA, a decisão final não está tomada e mesmo que esta seja favorável às pretensões do clube da cidade invicta, a imagem do FC Porto vai ficar associada à palavra corrupção. Este parece-me ser o ponto mais sensivel e para o qual os dirigentes portistas ou não estão a ver bem o filme todo ou estão a tentar desviar as atenções dos seus adeptos.
Enfim... lamentando todas estas situações só espero que a Selecção nos traga as alegrias que cada vez mais, nós, os adeptos necessitamos...
Confusão é a palavra de ordem na vida do Benfica versão 2007/08. Época iniciada, treinador despedido à primeira jornada. Entrou treinador novo, o regressado Camacho, novo modelo de jogo e para isso foram necessários novos jogadores, mais dinheiro gasto.
Simão vendido por um valor inferior (em 5 milhões) à cláusula de rescisão, tendo o Benfica opção (e não garantias de que os jogadores venham) sobre três jogadores do Atlético Madrid. Com total certeza não serão "Kun" Aguero ou José António Reyes dois dos contemplados a trocar de emblema. E já agora, será que esses jogadores algum dia virão? Parece que o Benfica tem um prazo de 3 anos para exercer a opção. Ora, assim é que se fecham negócios bem feitos! Alguém já fez contas? No final desse período de opção, Luís Filipe Vieira já terá findado o seu mandato no Benfica, podendo não ser responsabilizado pelo terrível acto de gestão que, até ver, cometeu. Mas, para não ser injusto, vamos esperar pelos jogadores...e depois poderei fechar esta conclusão relativa ao negócio Simão.
O "Piccolo Bomber" Fabrizio Miccoli afinal só custava 3,5 milhões, mas Vieira não fez tudo para que o internacional italiano permanecesse no ninho da águia, porque o ordenado era elevado. No entanto, Nuno Gomes, avançado que teima em regredir a sua capacidade goleadora de ano para ano, pago a peso de ouro, e sem justificar, continua no plantel(com o mesmo ordenado o que é preocupante), jogando a seu bel prazer sem que lhe seja exigido mais.
Relativamente às contratações, Cardozo começa aos poucos, e apenas porque lhe foram dadas continuadas oportunidades, a justificar o rótulo de grande goleador, mas ainda se encontra em processo de adaptação. Sempre o afirmei aqui e continuo a dizer que Cardozo tem nível mundial e vai acabar por demonstrá-lo na Europa. Seja no Benfica ou noutro clube qualquer.
Gonzalo Bergessio, estrela do Racing, chegou ao Benfica e parece ter desaprendido o que é um jogo de futebol. Será problema do argentino, ou será mal do Benfica que parece ter tendência para acabar com carreiras? A diferença entre Bergessio e Cardozo foi precisamente a aposta continuada. No caso do paraguaio isso aconteceu, no caso do argentino não. E isso até é fácil de explicar. Recordo-vos, estimados leitores, que Cardozo custou 9,3 milhões (80% do passe), enquanto Bergessio custou 1,5 milhões (50% do passe). Simplificando para a gíria futebolística, Cardozo tinha de justificar o dinheiro investido e Bergessio não tanto, porque afinal de contas "só" custou 1,5 milhões.
Ninguém me pode dizer com total certeza que Bergessio é mau. As indicações que provêm das minhas fontes na Argentina garantem-me o contrário. Cardozo também era um fracasso, à vista de muitos milhões, e em duas semanas foi promovido a "fenómeno" goleador. A diferença, repito, foi a insistência. Bergessio sairá em Dezembro e interessados não faltam. Quiçá, o Benfica arrepender-se-á ... mais uma vez.
Andrés Diáz, um perfeito desconhecido do futebol português, chegou ao clube da Luz numa espécie de pague 1 leve 2, aquando do negócio de Di Maria. Nem vou discutir se o jogador tem ou não qualidade porque não tenho qualquer indicação credível que possa sustentar uma tomada de posição relativamente ao extremo. No entanto, posso realçar a forma amadora como o Benfica geriu o processo. É que Fernando Santos reconheceu, igénua e tristemente, que não conhecia o jogador quando este chegou ao Benfica. Ò sr. Engenheiro, no mínimo dos mínimos um DVD, não? E mesmo este já é um método extremamente falicioso, visto compilar só os pontos fortes, ocultando os fracos.
Conclusão, Diáz, praticamente não jogou, e regressará à Argentina sem que cheguemos a perceber algum dia se poderia ou não acrescentar algo de qualitativo ao plantel. Ao que parece, terá sido mesmo um erro de casting. Ups! Esqueci-me que afinal não houve casting. Peço desculpa pela distracção.
Yu Dabao, Miguel Vítor e Romeu Ribeiro foram não mais do que "poeira atirada para os olhos" dos benfiquistas. A quilómetros de distância do rival Sporting na formação de jogadores, o Benfica tentou "mostrar serviço" mantendo 3 jovens jogadores que, viu-se logo no início, não teriam qualquer margem de manobra neste plantel. Vão ser todos emprestados e tenho dúvidas que algum deles vá regressar tão cedo. Não porque não tenham valor, mas simplesmente porque o Benfica não aposta na juventude da casa, só na proveniente do exterior. Parece que tem mais "pinta", digamos. Exemplos disso são as excelentes apostas em David Luíz, Angel Di Maria, Rodrigues, Binya, Freddy Adu (Já justifica um papel mais amplo nesta equipa, não?).
Mesmo Fábio Coentrão, apregoado como um novo fenómeno, pouco jogou neste Benfica. Nem o salvou o facto de ter sido, a par de Manuel Fernandes, o melhor jogador do Benfica na pré-temporada; o que poderia ter sido encarado como um bom indício para que se apostasse no "míudo", mas não. Num clube que gastou 25 milhões de euros em jogadores e que pode dar-se ao luxo de comprar um jogador por 20 milhões (pelo menos diz o administrador para a área financeira), não há espaço para os "produtos" da formação.
Não vou falar individualmente de mais nenhuma contratação do Benfica porque o artigo tornar-se-ia extensíssimo, mas como calcularão teria muito mais a dizer sobre os problemas de casting, e não só, da direcção do Benfica. No entanto, nem só de contratações falhadas se move esta confusão no reino da águia...Passemos à questão "Leó".
Como é público e sabido, Léo, defesa-esquerdo, internacional brasileiro, contratado ao Santos em 2005, é o melhor da liga na sua posição e um dos ídolos dos adeptos benfiquistas. Mas o "maradoninha" como foi apelidado por Robinho está em final de contrato. Apesar dos seus 32 anos, mostra-se em grande forma e corre mais do que muitos jogadores jovens, mas o "trauma" relativo ao jogador "velho" parece tolher a mente dos responsáveis benfiquistas no que toca à racionalidade. Basta analisarmos o melhor jogador do Benfica; Rui Costa.
A caminho dos 36 anos, Rui Costa continua a espalhar classe pelos relvados nacionais e internacionais com a camisola do Benfica e no entanto o clube tudo fará para que ele continue a jogar na próxima temporada. Se o Benfica perder Léo, que já afirmou a sua vontade em continuar de águia ao peito, a massa associativa vai começar a "desconfiar" das opções do presidente. Depois de Simão e Miccoli, se Vieira perder Léo começa a não de gozar muita popularidade junto dos adeptos e numa altura em que nem os resultados ajudam...a situação poderá ser preocupante para o líder encarnado.
Gilberto é o nome do provável substituto de Léo, caso este saía. Titular da selecção brasileira, este defesa de 31 anos (menos um que Léo-afinal um ano fará tanta diferença?)está de saída do Hertha de Berlim a custo zero. O que não se percebe é a política, sobretudo quando se tem um jogador de créditos firmados no clube ao invés do que aí parece vir...
César Delgado será, a confirmar-se, uma tremenda contratação para o Benfica. Internacional argentino, este avançado móvel poderá ser o complemento perfeito para Cardozo, isto se Camacho tiver coragem para manter Nuno Gomes de fora.
Omar Bravo e Chevantón são dois outros nomes apontados para reforçar o Benfica em Janeiro, não obstante a efectivação da contratação de Delgado. Do primeiro, conheço pouco, apesar de saber que tem 28 anos que foi o melhor marcador da liga mexicana na época transacta. Apenas digo que Kikin era um grande jogador que foi "queimado" ao não ter hipóteses de jogar muito no Benfica, será que pretendem uma novela Kikin II?
Quanto a Chevantón não escondo a minha admiração enorme por este fabuloso jogador uruguaio. Aliás, seria muito interessante ver muita da força de ataque da selecção uruguaia no clube da Luz. Cristian Rodriguez, Maxi Pereira e Chevantón. A ver vamos, no entanto, apregoando a reconhecida saúde financeira dos cofres do Benfica, eu diria que deviam apostar num jogador de grande futuro chamado Rodrigo Palácio, fenomenal atacante do Boca que será brevemente um dos melhores do mundo.
Se há 20 milhões para um jogador, bem negociado, Palácio poderá ir para os encarnados por 16/18 e com certeza dará retorno futuro. Isso sim seria um excelente negócio, mas conhecendo esta confusão habitual no reino da águia, vendo bem, até Rodrigo Palácio poderia falhar no Benfica.
Um clube que não dá tempo nem espaço aos jogadores para explanarem a sua arte e para se adaptarem ao clube, fruto da intranquilidade gerada por outras questões...e muitas das vezes pela elevada fasquia "teórica" dos seus dirigentes que ainda não aprenderam que o segredo é a alma do negócio.
E já agora, embora eu sempre tenha sido um crítico de Fernando Santos...parece que o mal do Benfica estava longe de ser o Engenheiro. Os benfiquistas terão, certamente, saudades de José Veiga...
Apesar dos generalizados conflitos entre clubes e árbitros, esta semana houve duas situações que fizeram estremecer a arbitragem, muito mais do que é habitual.
Estou a referir-me aos árbitros apanhados com a mão na massa. Isto é, foram apanhados em flagrante a aceitar dinheiro de dois dirigentes desportivos. Passou-se também um caso menos grave, mas mais mediático por ter sucedido com dois árbitros de 1ª divisão e ter ainda envolvido um dos grandes clubes nacionais. Esse facto, levou o Sporting a recorrer para a comissão de análise, tendo, posteriormente, os árbitros visto as notas referentes aos jogos em questão baixarem.
Em relação ao primeiro caso nada a apontar a não ser louvar a denúncia da situação, pois só assim se consegue retirar do futebol este tipo de pessoas que não devem nem podem fazer parte deste desporto que nós amamos, sob pena de desacreditar ainda mais a arbitragem. Vamos esperar que a justiça actue.
Em relação ao segundo caso, existem várias situações a ter em conta. O Sporting fez o que lhe era permitido pelos regulamentos vigentes, como tal, limitou-se a usar uma possibilidade de recurso que faz talvez muito mais mossa na arbitragem do que as parangonas habituais nos jornais desportivos. Pelo menos já serviu para mostrar publicamente as divergências no seio da arbitragem com as várias opiniões dos diversos elementos que tiveram de intervir neste caso.
Os árbitros em questão - Pedro Proença e Pedro Henriques - vieram contrapôr, e quase encostar contra a parede, Vítor Pereira que neste caso sai muito mais chamuscado que todos os outros. O presidente da Comissão de Arbitragem irá ter de decidir se a força vai para a comissão de análise, mantendo a nota dada por esta na análise efectuada, ou, se por outro lado, vai dar força aos árbitros e retira confiança à comissão de análise aumentando a nota.
Ponto fulcral no meio de toda esta situação, e onde se agarraram os árbitros para se baterem pela subida da nota, é o facto de só os jogos com transmissão televisiva terem as câmaras ao dispôr da comissão de análise, para a subida ou descida da nota, e sendo, por isso uma situação injusta, para os árbitros de topo, devido à exposição de que são alvo.
O principio da equidade deve de estar salvaguardado e isso é o que diz a UEFA e a FIFA. Portanto, e pegando nesse ponto, parece que os árbitros vão conseguir ter um forte argumento para contrariar a comissão de análise, mas, por outro lado, é o Sporting que apresenta a queixa e como tal tem muito peso caso seja decidido a favor dos árbitros, pois se fosse um clube pequeno acredito que isto fosse esquecido rapidamente, mas assim...
A batata quente vai estar nas mãos de Vitor Pereira. Vamos ver como vai ficar toda esta situação mas acredito que nada fique como antes no seio dos árbitros e da arbitragem...
Com o Porto a empatar na Amadora e com a derrota do Sporting em Braga, a jornada foi aproveitada pelo Benfica que não facilitou frente a um desnorteado Boavista. Os azuis continuam em primeiro e têm o Benfica a quatro pontos da liderança. Já o Sporting encontra-se a oito pontos do líder do campeonato.
Na Amadora tudo indicava que o Porto iria vencer a partida com golos de Lisandro (uma vez mais) e de Raul Meireles mas a desconcentração nos azuis nos últimos cinco minutos acabou por ser fatal e permitir o empate. Aos oitenta e cinco minutos, Helton sai mal da baliza e o Estrela da Amadora aproveitou para fazer o primeiro golo. Passados cinco minutos, um agarrão perfeitamente evitável de Stepanov originou o penalty que deu o empate na partida. E aí vão dois empates seguidos..
Na Luz, o Benfica deu meia dúzia ao Boavista mas não se livrou de um susto. A equipa axadrezada fez uma boa primeira parte e não merecia ir a perder por uma bola a zero para o intervalo. Contudo, os axadrezados no início do segundo tempo ficaram reduzidos a dez jogadores e pouco depois , ainda, fizeram o golo do empate. Previa-se então uma tarefa complicada para os encarnados mas a desorientação boavisteira e a inspiração dos avançados benfiquistas colocou o resultado nuns expressivos 6-1 à moda antiga.
O maior prejudicado foi sem dúvida o Sporting. Os leões levaram chapa 3 em Braga e não perderam por mais porque Tiago ainda salvou alguns lances de golo!! O Braga foi a melhor equipa em campo ao longo de todo o jogo e arrasou um Sporting muito aquém daquilo que seria de esperar.A equipa leonina está agora em quinto lugar a uns consideráveis oito pontos do Porto.
foto: Filipe Falardo - Jogador do Fátima, emprestado pela União de Leiria
Como prometido, aqui estou eu de novo para terminar esta minha análise aos quadros competitivos.
Desta vez vou-vos falar das 2ªs b e 3ªs divisões...
A alteração das segundas e terceiras divisões baseia-se na redução quantitativa dos clubes participantes em cada uma das séries, mas parece-me que esta não será a melhor forma de reduzir os campeonatos, vamos lá demonstrar porquê...
Falarei mais à frente da minha discordância sobre esta redução, mas para já, quero demonstrar a injustiça que é esta forma de reduzir os campeonatos.
Depois de disputarem 26 jogos durante uma grande parte da época, os primeiros 6 classificados passam a disputar entre si a subida de divisão e os outros 8 passarão a disputar em duas séries de 4 equipas cada, a descida de divisão, portanto, entre as 8 equipas das duas séries vão descer 5 e entre as 6 que disputarão a subida vão ser 2 contempladas.
Para iniciar esta segunda fase do campeonato, as equipas irão ficar com 50% dos pontos até então alcançados. Isto são basicamente os moldes encontrados para a competição não terminar demasiado cedo.
Então os campeonatos não deverão ser uma prova de regularidade? Sim. Mas ao analisarmos a passagem de fase podemos facilmente concluir que quem foi mais regular e teve mais pontos vai ver esbatida essa vantagem classificativa. Dando um exemplo de uma equipa que tem 10 pontos de vantagem passa a ter só 5 e a ter de disputar 2 jogos contra essa equipa que não foi tão regular na 1ª fase, então isto não é inglório para quem esteve muito bem durante a primeira fase?
Na descida passa-se exactamente o mesmo, isto é, depois de uma má campanha na primeira fase pode esbater-se a grande vantagem inicial e descer de divisão uma equipa que tenha feito um campeonato interessante.
Mas o pior de tudo poderá estar para vir, porque o campeonato vai decidir-se em poucos jogos e não ao longo da época. E nesses poucos jogos poderá haver a tentação de haver jogos de bastidores, quer para as subidas, quer para as descidas e há também a possibilidade de uma equipa que cumpre o objectivo de não descer, deixar de pagar os ordenados aos seus jogadores e estes por serem " amadores " nada poderem fazer para receber o que lhes é devido.
Meus senhores, para mexerem ao menos que o façam bem porque isto não melhora em nada o nosso futebol amador.
Certamente vai haver muita polémica na altura das decisões e aí não resta nada a fazer, estaremos cá para ver...
Um grande abraço a todos os leitores e não se esqueçam que da discussão nasce a luz...
Na quarta-feira da semana passada assistiu-se em Glasgow a um jogo no qual o Benfica até realizou uma boa exibição, mas como normalmente acontece a quem não marca...os encarnados até acabaram por perder. O que se retira do encontro com o Celtic terá sido a vitória dos escoceses, que complica (e de que maneira) a qualificação do Benfica para a próxima fase da Champions, mas também a entrada grosseira e a todos os niveis reprovável do médio camaronês Gilles Bynia... punida exemplarmente com cartão vermelho directo.
Muitas vozes se fizeram ouvir, desde os adeptos aos dirigentes passando até pelo próprio árbitro do desafio. Vozes que diga-se, de acordo com a minha simples opinião de adepto do clube da Luz, se fizeram ouvir na altura certa e com toda a razão, criticando e de que maneira uma entrada à margem das leis.
Ora, ironicamente e nisso o futebol português começa a ser pródigo neste tipo de sucedidos, eis que na jornada seguinte e que ontem terminou da BWIN LIGA, acontecem, não uma, mas várias entradas do nivel da de Bynia sobre o jogador da terra do Braveheart.
Senão vejam...
Que dizer da entrada de Ricardo Silva a Óscar Cardozo? Curioso é que nem falta foi assinalada! Quanto mais um cartão vermelho!
Então e a entrada do central sportinguista Tonel sobre João Vieira Pinto? Vá lá... aqui o Sr. Árbitro até viu falta e mandou o jogador leonino mais cedo para os balneários, mostrando um cartão... amarelo! Acumulação deu vermelho...
E na Reboleira... Bruno Alves! Viram bem a marca dos pitons na zona dos abdominais de Anselmo, avançado estrelista? Ou será que apenas só eu é que vi? Falta? Nem vê-la.
E Ricardo Quaresma, quantas vezes jé entrou com os pitons bem à frente do jogador adversário e quantas vezes foi punido por isso... felizmente as entradas não tiveram consequências graves, mas como em tudo na vida, parece-me que é até ao dia...
A questão que coloco é a seguinte, sem querer de forma alguma «desviar» atenções para a, francamente, arrepiante entrada de Bynia naquele jogo de Celtic Park, será que o mesmo tom das vozes ouvidas se farão sentir depois das entradas que observámos na jornada da Liga Portuguesa que ontem terminou?
Até porque, em relação a Bynia, tenho quase a certeza que o castigo será exemplar, ou não fosse a UEFA exemplar no capítulo disciplinar. Agora em relação à BWIN LIGA como se podem castigar entradas que tendo o mesmo nível, nem assinaladas como falta são?
foto: dev.football365.co.za (Gilles é expulso no encontro frente ao Celtic)
Caro leitor... ninguém tem dúvidas sobre a entrada durissima de Bynia, mas se ainda tem dúvidas sobre a entrada que Óscar Cardozo sofreu no jogo de ontem, veja e diga-nos a sua opinião.
OPINIÃO: Poderio do AC Milan "engoliu" inexperiência da turma da Luz
Infelizmente, para o Benfica e para o futebol português, a minha previsão não falhou. O Benfica iria sair com uma derrota do Estádio de San Siro, logo na primeira jornada do Grupo D. O Milan era favorito nas bolsas de apostas e assim o confirmou dentro do relvado. Mais experiente, mais coeso, mais equipa, mais qualidade...mais...mais...mais. Muitos suplementos para que um Benfica com talento e opções , embora não tanto, nem de perto nem de longe, como o seu adversário, pudesse chegar a Itália e impôr o seu futebol.
Os primeiros minutos de jogo até não correram mal ao clube da Luz. O Milan andava longe da baliza e a equipa ia soltando-se no terreno de jogo, de forma a conseguir trocar a bola de pé para pé, a sua grande arma. Mas tudo se desmoronou quando aos 8 minutos de jogo um desentendimento entre Luís Filipe (que vem acumulando exibições sofríveis) e Katsouranis obrigou o grego a fazer uma falta. Livre cobrado de forma exímia por Andrea Pirlo (exibição fantástica, o melhor em campo) que enganou Quim quando este esperava o cruzamento. O guarda-redes do Benfica emendou o erro mais à frente, e durante o desenrolar da partida com um punhado de grandes intervenções, mas o mal já estava feito. Aos 8 minutos estar a perder em San Siro é simplesmente...muito mau. Estamos a falar do Campeão Europeu e vencedor da Supertaça Europeia, de uma equipa que raramente perde em casa nas competições da UEFA e que mantém a mesma estrutura há seis anos.
O Benfica é exactamente o oposto. Uma equipa que foi mexida demais esta temporada, embora acredite que as contratações foram muito bem conseguidas ao nível da qualidade, e como se sabe tudo demora o seu tempo a implementar e Camacho ainda está a consolidar as suas ideias. Eu diria que com Simão e Manuel Fernandes, além dos jogadores que contrataram como Rodriguez, Di Maria e Cardozo, o Benfica teria outras condições para se bater com os grandes da Europa, sem eles, neste momento, parece-me que isso não passará de um sonho.
Inexperiência
Antes de qualquer outra análise é preciso entender a inexperiência da equipa do Benfica, que além de não ser tão forte como a do Milan, que ainda se viu privada de quatro habituais titulares (Nelson, Luisão, David Luíz e Petit - que falta fez ele ao meio-campo). Ora começando pela defesa. Luís Filipe, a pior contratação do Benfica, jogador que não tem qualidade para envergar aquela camisola, embora já tenha 27 anos, não tem experiência de Liga dos Campeões. Edcarlos, com 22 anos, fez o segundo jogo pelo clube (o primeiro foi dias antes com a Naval), Miguel Vítor, com 18 anos, estreou-se na competição. E há-que recordar que esta dupla de centrais...nunca tinha jogado junta (Miguel Vítor estava lesionado na recepção à Naval). Quim e Léo são os únicos jogadores da defensiva encarnada que alinhou ontem com experiência de grandes jogos, ao mais alto nível.
No meio-campo, Katsouranis tem experiência, mas também nunca tinha feito dupla na intermediária com o uruguaio Maxi Pereira. Por sua vez, o uruguaio de 24 anos, também ele estreante na Liga dos "Milhões", jogou como médio defensivo, vulgo trinco, ocupando a função de Petit, e diga-se de passagem, que nunca, mas nunca, ao contrário do que alguns iluminados comentadores da tv quiseram fazer crer, conseguiu sequer aproximar-se do rendimento habitual do "Pitbull" naquela posição. Di Maria, grande jogador, mas precisa de amadurecer, mais um debutante na competição, assim como Cristian Rodriguez, para mim e do que conheço do potencial deste virtuoso médio atacante, a melhor contratação do Benfica para a temporada 2007/08. Para Rui Costa não há palavras, um dos melhores jogadores do futebol mundial da última década, ele que em San Siro foi sacrificado pela disposição da equipa em campo. Jogou demasiadamente adiantado, como uma espécie de 2.º avançado, função que lhe limitou a "magia" habitual que emprega às suas exibições. Ainda assim, um dos melhores , dos encarnados, no jogo frente ao Campeão Europeu, como quase não poderia deixar de ser.
Na frente de ataque, mais um inexperiente nestas andanças da Europa. Óscar Cardozo. Ele que esteve muito perto de marcar por duas vezes, uma delas atirou de cabeça ao poste (seria o 1-1), mas que andou sempre desapoiado na frente de ataque. Isto porque Rui Costa jogou nas suas costas, mas como a bola raras as vezes chegava, nessa posição, aos pés do Maestro, o n.º10 era obrigado a recuar e a vir buscar jogo. Algo que resultaria na perfeição, em termos das ideias do futebol benfiquista, não fosse depois faltar novamente o homem nas costas de Cardozo, a dar-lhe apoio directo, que poderia muito bem ter sido Nuno Gomes.
O segundo golos do Milan demonstra quão verde está esta equipa de Camacho. Com, praticamente, todos os jogadores balanceados para o ataque, e após canto a favor do Benfica, Miguel Vítor atrasa mal uma bola para um colega. O lance resulta num contra-ataque, soberbamente conduzido por Kaká, interpretado de uma forma não menos brilhante por Seedorf, que arrastou consigo Pereira, e abriu espaço para que o internacional brasileiro deixasse Pirlo em posição de decidir o que melhor fazer. Andrea não se coibiu e quando todos esperavam o remate para as redes de Quim, eis que o italiano "inventa" uma assistência magnífica para conclusão primorosa de Inzaghi.
A segunda parte valeu pelo facto do Benfica não ter sofrido mais golos e, já no período de descontos, pelo golo de Nuno Gomes que coloca o Benfica em 3.º lugar à frente do Celtic Glasgow, devido à diferença de golos.
Ainda assim, julgo que o Benfica tem condições para afirmar-se como a segunda melhor equipa do Grupo D, mas para manter a "chama imensa", evocada no hino de Luís Piçarra, terá de vencer, obrigatoriamente, o Shaktar na Jornada 2, dia 3 de Outubro na Luz.
foto: uefa.com (Pipo Inzaghi festeja o segundo golo do Milan frente ao Benfica)