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Pedro Henriques errou grosseiramente e defende o indefensável
Benfica-Nacional, um jogo no qual os encarnados poderiam ter aumentado a vantagem para os seus rivais mais directos, Porto e Leixões, para 4 pontos, acabou por significar novo empate caseiro. Recorde-se que o Benfica na Luz só não havia vencido ainda o FC Porto e o Vitória de Setúbal, mais recentemente, jogo no qual o árbitro decidiu dar a lei da vantagem à turma encarnada e quando o lance perigoso estava na iminência de dar golo (o que acabou por acontecer, mas já depois do apito do juíz da partida) foi interrompido para dar lugar à marcação da falta anterior, lance que seria o 3-1 para o Benfica. Nesse jogo, o frango de Quim, também acabou por ajudar a estragar mais as contas ao clube da Luz que se viu assim privado de dois pontos importantes na luta pelo título.

Desta feita, contra o Nacional, e apesar de não ter jogado nada bem, a equipa comandada por Quique Flores acabou mesmo por chegar ao golo, já no período de descontos. Lance confuso na área, no qual Yebda após cabeceamento vê a bola embater na mão de um defesa do Nacional- lance que teria de ser sancionado com a respectiva grande penalidade, mas que o árbitro não apitou. No seguimento desse mesmo lance, um defesa do Nacional chuta a bola contra a mão de Miguel Vítor que se encontra deitado...e de costas para o jogador em questão, não tendo qualquer possibilidade de se desviar da bola, quanto mais de ver que a bola estaria a caminho da sua mão. Na sequência deste ressalto, Oscar Cardozo atirou uma "bomba" para dentro da baliza. Golo limpo que teria dado, novamente, mais dois pontos ao Benfica, fazendo com que a par do jogo com o Setúbal, com o lance da lei da vantagem, os encarnados pudessem ter acabado o ano com 6 pontos de vantagem, sobre Leixões e Porto.

Confesso que já todos vimos lances polémicos e mal ajuizados, mas este foi um dos erros mais grosseiros que já vi num jogo de futebol. Pedro Henriques, que até fez uma arbitragem de boa qualidade, borrou a pintura toda num lance em que não tem qualquer ponta por onde se lhe pegue para chegar à invalidação do golo. Pior do que o erro já de si muito grosseiro e não aceitável (porque o árbitro viu bem o que se passou e admitiu que viu) foi a forma inconcebível, deplorável, como veio defender a decisão tomada afirmando que o lance alterou a trajectória da bola.
Ora pois, claro que alterou, mas em primeiro lugar foi o defesa do Nacional que chutou com força a bola contra a mão de Miguel Vítor (que estava de costas e deitado, sem qualquer hipótese de visão/reacção sobre o lance), por outro lado se a teoria de Pedro Henriques tivesse, que não tem, algum sentido racional deixaria de existir o "casual" no futebol e teriam de ser assinalados todos os lances em que a bola fosse à mão do jogador, não havendo distrinça entre bola na mão e mão na bola, porque como é óbvio, sempre que a bola e a mão de um jogador se encontram existe alteração da trajectória, por mínima que seja...

Julgo que Pedro Henriques deveria ser claramente punido quer pelo erro que cometeu, quer pela postura ridícula que consegue aparentar depois da partida. Como sabem, se escrevi uma ou duas vezes sobre arbitragens foi muito, mas desta vez tinha mesmo de ser. A arbitragem está podre, já estev ainda mais, muito mais, por razões que todos conhecemos, mas continua a evidenciar-se essa desconfiança semana a semana. Além disso, a falta de qualidade dos árbitros é gritante. Errar é humano, mas um erro como o de Pedro Henriques, em que ele consegue ver com toda a clareza o lance e decide daquela forma, desculpem-me dizer, mas não é minimamente aceitável.

Falando dos outros dois jogos dos grandes, o Sporting foi também altamente prejudicado em casa com a Académica com um golo limpo, após marcação rápida de um livre interrompida pelo árbitro, e um outro lance em que Postiga faz golo, após dominar no peito (embora mexa os braços não os utiliza para aconchegar a bola). Desta vez, Paulo Bento, ao contrário de outras, tem mesmo grandes razões de queixa.

O Porto em casa com o Marítimo viu ser-lhe perdoada uma grande penalidade nítida, cometida por Rolando, mas também viu na segunda parte o mesmo Rolando a ser agredido por um jogador do Marítimo e a passar impune.

Já agora, convém dar uma nota sobre a qual ninguém escreve. Os acontecimentos no túnel da Luz e do Dragão. Ora, se no caso da Luz, não houve dúvidas, e a meu ver muito bem, em castigar o capitão Nuno Gomes por ofensas verbais à equipa de arbitragem, sabe-se por portas e travessas que alegadamente sucederam no túnel do Dragão acontecimentos presumivelmente bem mais graves que não constam no relatório do árbitro nem do delegado da Liga e sobre os quais mais ninguém falou durante esta semana...dá que pensar. As câmaras desligaram-se de repente? Continuam a acontecer coisas muito estranhas neste triste e cada vez mais despido de público- percebe-se porquê-futebol português.

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publicado por Bruno Leite
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