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Benfica teve o pássaro na mão e deixou-o fugir...
O Benfica volta a marcar passo longe do Estádio da Luz. Depois da derrota no Estádio do Bessa, a formação encarnada deslocou-se à Mata Real para entregar dois pontos em período de descontos ao Paços de Ferreira. A equipa de Fernando Santos teve o jogo nas mãos, excepto no período em que jogou em inferioridade numérica, mas não conseguiu agarrar a vitória e possibilitou, com uma desatenção, o golo de um Paços de Ferreira que, apesar da combatividade de sempre, não apresentou os índices aconselháveis de inspiração.

Fernando Santos não repetiu o onze que venceu o Nacional da Madeira (1-0), na pretérita jornada, contrariando as previsões. Abdicou do possante Kikin Fonseca para apostar na mobilidade de Miccoli, apesar do terreno pesado. Perdeu centímetros na área contrária, mas procurou compensar a lacuna com a subida de jogadores como Luisão, Anderson ou Katsouranis.
O trinco grego desatou o nó formado no relvado, ao longo de mais de uma vintena de minutos. Muita garra, poucos espaços e a pressa em chegar à baliza do adversário, que redundou numa sucessão de faltas e passos errados. Katsouranis inaugurou a contagem ao minuto 23, desempatando o registo de oportunidades de golo. Antes, Simão colocara Peçanha à prova, Elias apresentara desafio maior a Quim, com o guarda-redes do Benfica a superar o teste com distinção.

Ponta-de-lança de ocasião Simplicidade de processos no lance que abriu caminho para a vitória encarnada. Miccoli dominou a bola e endossou-a a Paulo Jorge que, lentamente, seguiu na via da esquerda até à linha de fundo, cruzando para o segundo poste, onde surgiu Katsouranis, sem oposição, a cabecear para golo.

Fernando Santos esboçava um sorriso antes de se deparar com enorme contrariedade, num lance de infelicidade de Nuno Assis. Um carrinho do médio ofensivo apanhou Cristiano no ar e, na queda, o brasileiro do P. Ferreira acertou com a chuteira na cara do número 25, que foi forçado a abandonar o encontro. Sem Rui Costa, nem Nuno Assis, restava Simão Sabrosa para assumir a batuta, com Manu e Paulo Jorge nos flancos.

O P. Ferreira, uma semana depois da polémica vitória em Alvalade, voltou a apresentar-se como um adversário complicado, organizado mas com especial apetência para o contra-ataque. Em desvantagem e com a obrigação de assumir o jogo, a equipa de José Mota denotou dificuldades ao nível de construção de lances de perigo. O Benfica, com uma dupla grega capaz de variar o ritmo no sector intermediário, ia controlando o encontro e enviando alguns avisos, em forma de telegrama, face à rapidez do seu quarteto atacante. Um aplauso para o encore Á águia voava em velocidade de cruzeiro para a vitória, começando a pensar no embate europeu com o Manchester United, face à inépcia do adversário, mas um gesto infantil de Leo obrigou a dose redobrada de esforço. O lateral esquerdo foi admoestado por protestar com o auxiliar uma falta banal sobre Cristiano, bateu palmas a Lucílio Baptista e conseguiu receber a dupla cartolina amarela. Atitude incompreensível de um jogador experiente.

Fernando Santos queimava a segunda substituição, optando pela saída do desanimado Manu para permitir a reconstrução do quarteto defensivo, com Miguelito. José Mota partiu o jogo, alargou a frente de ataque com quatro elementos e o chuveirinho voltou a fazer-se sentir, uma vez interrompido o mau tempo que tem assolado a região. A um quarto-de-hora do final do encontro, Lucílio Baptista equilibrou as contas, mostrando o segundo amarelo a Luiz Carlos por pretensa mão na bola do defesa pacense, que estaria demasiado próximo de Paulo Jorge para evitar o desvio. O Benfica parecia destinado a vencer o encontro, ia desperdiçando oportunidades soberana e acabou por pagar o preço mais alto. Um prémio tardio para o P. Ferreira, pela transpiração numa noite de desinspiração.

MVP Planet Football 10 -Paulo Jorge

fonte: maisfutebol.iol.pt
foto: maisfutebol.iol.pt
publicado por Bruno Leite
Comentários a "Benfica teve o pássaro na mão e deixou-o fugir..."
Anonymous Ricardo
Ó Santos, ainda não desfizeste a mala de roupa que trouxeste da Grécia, pois não?
24 de setembro de 2006 às 13:39  
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