
Fabrizio Miccoli ficou "marcado" positivamente com a sua passagem de dois anos pelo Benfica e não se faz rogado ao admitir isso mesmo agora que veste a camisola do Palermo. O duelo da próxima jornada com a Sampdória e a amizade com Cassano serviu de pretexto para o avançado recordar a passagem pela Luz.
«Ele (Cassano) diz que estou melhor? Não é verdade! É um jogador que respeito muito, apesar de não ter conseguido impor-se no Real Madrid. Eu tive a felicidade de afirmar-me no Benfica, que foi a experiência mais importante da minha carreira», disse o antigo número 30 do Benfica, que fez uma aposta pessoal com o colega de profissão, mantida em segredo.
No ano do regresso a Itália, Miccoli ainda só apontou quatro golos. Apesar de estar longe da melhor marca pessoal, o avançado dá maior importância ao aspecto colectivo. «O meu recorde é de 12 golos, com a camisola da Fiorentina, mas foi numa época com sofrimento até à última jornada. Este ano ficava satisfeito se marcasse menos golos mas o Palermo conseguisse uma boa classificação», referiu Miccoli.
No que diz respeito à selecção italiana, o ex-benfiquista reconhece que o seleccionador Roberto Donadoni «já tem as suas escolhas», mas conserva uma réstia de esperança: «Se fizer uma boa segunda volta e se ajudar o Palermo a qualificar-se para a Liga dos Campeões, quem sabe as portas da selecção possam reabrir-se.»
Recorde alguns momentos do "Piccolo Bomber" envergando a camisola do Benfica...