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Marítimo lança concurso para construção de novo estádio
O Club Sport Marítimo publicou no Diário de Notícias e no Jornal da Madeira um edital para abertura de concurso para a obra de construção do novo estádio do clube, situado nas actuais instalações dos Barreiros.

O concurso público internacional refere-se à empreitada de construção do recinto desportivo “Arena Marítimo - Madeira”.

No edital, é revelado que o custo total da obra está estimado em 46,5 milhões de euros e terá um período de execução de 20 meses a contar da data da sua adjudicação.

O Club Sport Marítimo, a entidade adjudicante, que está a contratar por conta do Governo Regional, estabeleceu o dia 17 de Outubro como data limite para a entrega de propostas.

Se tudo correr como delineado, o Estádio “Arena Marítimo - Madeira” deverá ser inaugurado no início da época 2010/2011, sendo ainda um dado importante o facto de a empreitada não inviabilizar a realização dos jogos de futebol durante o seu seguimento.

O projecto já deu entrada nos serviços da Câmara Municipal do Funchal e contempla acomodação para nove mil espectadores, sendo que o relvado e parte da pista serão as únicas estruturas existentes a serem preservadas.

Com este anúncio, parecem, assim, ultrapassados os imbróglios jurídicos que pairavam sobre a legalidade da cedência do Estádio dos Barreiros ao Marítimo.

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publicado por Bruno Leite
Comentários a "Marítimo lança concurso para construção de novo estádio"
Anonymous Fernando
Estádio dos Barreiros

Mais algumas informações sobre o processo de avaliação das propostas apresentadas no concurso para a construção do (novo) Estádio dos Barreiros:
A providência cautelar apresentada pela empresa afastada do concurso aquando da abertura das propostas terá surtido efeito pelo que, aparentemente, terá sido reintegrada à condição, até a decisão do tribunal. Afinal, com o benefício do Marítimo pois sabe-se que será a proposta mais barata.
Não se entende mesmo a razão de tal afastamento. Afinal quantas mais propostas sobre a mesa, mais haveria por onde escolher. Nem sequer colhia a justificação da falta do tal documento (entre milhares) com menos uma assinatura. Assinatura que podia ser recolhida em qualquer momento, por simples opção do Júri, que poderia dar um prazo para o efeito ficando, naquela altura a análise documental suspensa até a regularização da situação. Era possível e, do ponto de vista do Marítimo, vantajoso. Mistérios insondáveis que estarão por detrás da opção (inicial) do Júri.
Entretanto, a hipotética proposta anunciada como a mais barata será, afinal, a mais cara. Custos na ordem dos mil euros por metro quadrado fazem dessa proposta (retira 20% ao custo global, mas constrói quase 50% menos que as restantes) uma má proposta, quer para o Marítimo (que ficaria com uma instalação mínima), quer para os contribuintes e Governo Regional (financiadores) que pagarão mais por muito menos. Haverá, a concurso, algumas propostas de construção a valores pouco acima dos seiscentos euros o metro quadrado.
Em paralelo, consta que aquela mesma proposta (é uma alternativa e não uma variante à proposta base) não se enquadra, legalmente, no concurso público que é de construção (só podem ser aceites variantes ao projecto base – do Marítimo) e não de concepção-construção (única situação onde os concorrentes poderiam apresentar projectos alternativos, como fez o Nacional).
Esta foi uma boa opção do Marítimo, definindo em projecto o que pretendia - não entregando essa tarefa a outros – mas não deixando de abrir a possibilidade de apresentação de variantes (alterações ou reduções de programa simples à proposta base, definida e colocada a concurso).
Face a esta situação, é de esperar que a obra seja adjudicada a uma das empresas com custo m2 inferior, garantindo a execução do projecto base, mesmo que o governo limite o seu apoio financeiro, exclusivamente às áreas desportivas ali (bem) definidas.
Para os outros espaços, comerciais, como queria o Presidente do Governo (a maioria nos baixos das bancadas) caberá ao Marítimo encontrar financiadores (possíveis investidores, futuros utilizadores dos espaços comerciais) que suportarão a construção e acabamentos (agora ou no futuro em fase de maior desafogo económico) de espaços que viabilizarão o Estádio resultante, libertando-o (como todos os que agora se vão construindo por esse Mundo fora) de ser consumidor eterno de recursos públicos. Evitando o exemplo do adversário regional que enfrenta um futuro difícil face aos custos de manutenção do seu espaço poderem se tornar incomportáveis quando os recursos públicos se reduzirem ou estancarem. Será provavelmente por isto, que algumas forças e lóbis conotados com a Choupana têm lutado contra um projecto comercial nos Barreiros. Para garantirem que também o Marítimo terá a dependência que não puderam evitar na sua opção.
Este processo deverá ser validado logo que se concretize a assinatura do acordo da cedência do terreno do actual Estádio dos Barreiros que já está agendado.
O atraso esteve ligado ao facto do registo do terreno, realizado há alguns meses, estar incorrecto, pois terá alargado inutilmente a todo o terreno (30mil m2) as condicionantes e limitações de uso do mesmo (uso desportivo exclusivo) só aplicável a uma parte do mesmo (17mil m2). Como comprova diversa documentação, referente à cedência do terreno ao Estado (Junta Geral) nos anos 50 do século passado, já na posse das entidades financiadoras e da competente (D R Património) para o efeito.
A alteração do registo do prédio a ceder é determinante para que o Estádio dos Barreiros não seja (mais) um elefante branco. Não sendo feita essa alteração (e mantida a restrição “desportiva” para toda a sua área, terá vencido a posição de algum empreiteiro e do seu lóbi no departamento governamental do sector das obras e dos defensores do elefante branco (para não haver diferenciação do Nacional). E, em simultâneo, uma “facada” nas costas do Marítimo e nas do Presidente do Governo Regional, que sempre pugnou por um Estádio Comercial (que é possível sem ser às custas do Governo) que liberte recursos para a sua manutenção.
21 de março de 2009 às 20:24  
Anonymous Rui Rodrigues
Sabe-se que a direcção do Marítimo, fazendo a gestão do presente (e hipotecando o futuro) estará prestes a adjudicar a obra dos Barreiros ao projecto alternativo que apresenta custos por metro quadrado 50% superiores às das restantes propostas (cerca de uma dezena de) variantes ao projecto base definido pelo (próprio) Marítimo e, colocado a concurso.

O Governo Regional terá feito o devido, havendo informações que definiu o apoio a conceder (31,5 milhões), limitando-o ao valor da componente desportiva do projecto. Fez bem e terá dado liberdade ao Clube para decidir, podendo construir (ou planear para construção futura) para além da componente desportiva, agora que está esclarecido que as condicionantes de uso desportivo impostas na cedência do antigo campo do Nacional por cidadãos funchalenses associados, em meados do século passado, apenas se aplicavam a menos de metade do terreno actual.

Os problemas e contras daquela opção (alternativa) são grandes, mas tudo parece estar direccionado para ali:

Esse projecto alternativo apenas constrói (a altos custos) a parte desportiva e impede qualquer possibilidade futura de viabilização da estrutura através da inclusão de espaços comerciais. Típico de gestores de hoje que apontam apenas para a inauguração e não para um futuro sustentado.

De salientar que um restaurante e um bar de venda de amendoins não fazem deste espaço um espaço “comercial”. No mínimo, é de esperar, é possível e está considerado no projecto-base (e não nesta alternativa), uma área de 10 mil metros quadrados com fins comerciais.

O projecto alternativo valerá 20 milhões (600 Euros/m2 x área a construir) mas custará 31,5 milhões (valor proposto).

O projecto base (numa das suas possíveis variantes) custaria os mesmos 31,5 e asseguraria a mesmíssima componente desportiva, mas incluiria áreas vazias e em tosco, disponíveis para futuros usos e investimentos comerciais. Não sendo necessário, agora, mais dinheiro. No futuro, quando fossem oportunos e possíveis, esses processos seriam desencadeados. Uma opção para gestores com visão. Que, esperemos, demonstrem que o são, os actuais dirigentes do Marítimo.

Curiosamente, o projecto alternativo é… igual ao do Nacional. Requentado. Como deseja o presidente deste clube adversário que, assim, manietará Carlos Pereira “obrigando-o” a ter, como ele, um “elefante branco”.

Não optando por distribuir as bancadas à volta de todo o campo, esta alternativa faz subir o impacto visual e a volumetria. Penalizando a cidade e a vizinhança e reduzindo a qualidade do ambiente de jogo (veja-se onde há mais actividade nas bancadas dos estádios ingleses).

O projecto alternativo é … alternativo. E não uma variante à proposta base que o próprio Marítimo colocou a concurso. Ora, assim, será uma proposta ilegal face às condicionantes colocadas a concurso. O que motivará ou poderá motivar as reclamações justas e procedentes dos restantes concorrentes. Afinal, se uma assinatura em falta afastou um concorrente, como pode ser mantida a concurso uma proposta alternativa (e não variante) fora do objecto do concurso? Afinal, também, a definição de proposta variante é clara e está indicada na legislação (utilizada e já descontinuada) que foi seguida para este procedimento legal (concurso “público” internacional).

Com o prejuízo do Marítimo e de recursos financeiros públicos envolvidos, poderá agora, acontecer o que aconteceu no Estádio da Serra. Quando se cobram 31,5 por algo que vale 20, sobram 11,5. Dará para “calar” e abafar as reclamações dos concorrentes lesados (1 a cada), para pagar (sobrevalorizando-a) a publicidade nas camisolas da equipa por 5 anos (mais 5) e sobrarão, ainda, para além da margem de lucro da obra, outros 5 para o empreiteiro. Depois, para ser tudo igual, teremos um Estádio gémeo ao da Choupana, que terá o nome de Carlos Pereira. Ao fim dos 5 anos, sem qualquer meio de subsistência que não os minguantes apoios públicos, o Estádio mudará o seu nome para Estádio da RAM e rogará por mais alguns subsídios. Pois o Estádio não terá outra forma para ser mantido e o Clube, gradualmente, se afundará em problemas económicos. Virá outro presidente, depois do actual ir para o Brasil e o Clube juntar-se-á a outros históricos desaparecidos. Basta lembrar o Boavista, Amadora e Setúbal. E, antes, os emblemas algarvios…
10 de abril de 2009 às 12:03  
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