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EUROPA LEAGUE: Benfica encanta em Inglaterra e está a um ponto dos Oitavos
O Benfica deu um passo de gigante rumo aos 16 avos-de-final da UEFA Europa League, ao arrancar uma importante vitória por 2-0 no terreno do Everton FC. Javier Saviola e Óscar Cardozo fizeram os golos das "águias" em Goodison Park.

Futebol ofensivo

Após a goleada sofrida no Estádio da Luz, na terceira jornada, o Everton quis mostrar outros argumentos frente ao seu público, mas teve pela frente um Benfica muito disciplinado tacticamente, que controlou o jogo durante a maior parte do tempo. Usufruiu até das melhores ocasiões para marcar em todo o desafio. Mas os lances de perigo surgiram cedo.

Perigo inicial

Logo aos três minutos, Marouane Fellaini ganhou a bola em zona frontal e rematou para defesa apertada de Júlio César. Na resposta, Javier Saviola, de ângulo apertado, obrigou Tim Howard a aplicar-se para evitar o golo do Benfica. O guardião norte-americano voltou a estar em evidência pouco depois, ao parar um remate de Ángel Di Maria. Um bom início de partida, sustentado pela filosofia de jogo das duas equipas. Ambos os conjuntos entraram apostados em atacar, com o Benfica a apresentar uma linha de quatro jogadores bem ofensivos, como são os casos de Fábio Coentrão e Di Maria, nas alas, e Saviola e Óscar Cardozo na zona central.

Pressão inglesa

O Everton tentou aplicar um ritmo de jogo elevado, mas nem sempre o conseguiu, dado que os homens da Luz tentaram sempre definir a velocidade dos acontecimentos. No entanto, aos 21 minutos, Leighton Baines quase fez golo, ao aproveitar uma bola perdida para rematar. A bola, contudo, embateu em Luisão. O Benfica teve sempre o jogo sob controlo na primeira metade, mas o Everton manteve em sentido o quarteto defensivo "encarnado", graças sobretudo à velocidade de Yakubu Aiyegbeni, bem como à irreverência de Jack Rodwell. Porém, o golo esteve mais perto de acontecer na baliza inglesa.

Cardozo ao poste

O melhor lance da primeira parte aconteceu aos 40 minutos, e para o Benfica. Coentrão cruzou da direita e Óscar Cardozo cabeceou ao poste. A bola sobrou para Saviola que disparou para defesa monumental de Howard. Ramires, uma das pedras mais influentes no meio-campo "encarnado", acabaria por sair lesionado em cima do intervalo, entrando Maxi Pereira para a defesa e subindo Ruben Amorim para o meio-campo. E o segundo tempo começou bem para o Benfica, com Di Maria, completamente isolado, a rematar por cima da baliza de Tim Howard. Uma perdida importante aos 56 minutos. Aos 59, o argentino fugiu pela esquerda e obrigou guardião a intervenção decisiva. Adivinhava-se o golo português, que surgiria pouco depois.

Golos derrubam Everton

Decorria o minuto 63, Di Maria, sempre ele, combinou com Saviola, este aproveitou um ressalto de bola na grande área e atirou de pé esquerdo, colocado, para o 1-0. Um tento merecido para a equipa que mais perigo causava. A partir daqui, o Benfica abrandou o ritmo e optou por controlar mais a posse de bola, aproveitando o balanceamento ofensivo inglês, e acabou mesmo por ampliar, aos 76 minutos. Ruben Amorim rematou, a bola ressaltou num defesa do Everton e sobrou para Óscar Cardozo, que atirou de primeira, de pé esquerdo, para o 2-0. O jogo ficou decidido, apesar de os de Liverpool nunca terem desistido. A 2 de Dezembro, o Benfica desloca-se ao terreno do FC BATE Borisov, enquanto o Everton visita o AEK Athens FC.


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publicado por Bruno Leite
EUROPA LEAGUE: Sporting empata e adia apuramento
O Sporting perdeu a oportunidade de garantir já o apuramento para os 16 avos-de-final da UEFA Europa League, ao empatar a um golo diante do frente ao FK Ventspils, em partida do Grupo D disputada esta quinta-feira no Estádio José Alvalade.

Golos em sete minutos

O Ventspils marcara sempre nas quatro partidas anteriores realizadas em terreno alheio nas provas europeias desta campanha e voltou a fazê-lo em Lisboa à passagem do quarto-de-hora, por Alessandro Zamperini. No entanto, a vantagem durou apenas sete minutos, altura em que Carlos Saleiro assinalou a estreia pelo Sporting na presente época a titular e a marcar com o oportuno tento do empate. Mesmo assim, o resultado deixou a formação de Paulo Bento ainda destacada na liderança com dez pontos, mais seis do que o adversário e sete relativamente ao SC Heerenveen e Hertha BSC Berlin, vencedor na Holanda por 3-2. Na próxima ronda, a 3 de Dezembro, o Sporting recebe o Heerenveen e o Ventspils faz o mesmo aos alemães.

Contrariedade de Chesnovski

Pavel Chesnovski estava escalado para ser titular, no entanto, lesionou-se durante o aquecimento e foi o experiente Aleksandrs Kolinko, de 34 anos, a aparecer como guarda-redes titular dos visitantes, a primeira equipa a visar a baliza, por Igor Ţîgîrlaş. Pouco depois, João Moutinho ganhou espaço e rematou de fora da área para defesa apertada de Kolinko com os punhos, antes de André Marques travar em falta Jurijs Žigajevs, perto da área e descaído para o lado direito, aos 15 minutos. Jurijs Laizans marcou o livre ao segundo poste, Alessandro Zamperini saltou à vontade e, de cabeça, atirou ao poste mais distante, sem hipóteses para Rui Patrício.

Saleiro oportuno

Cinco minutos volvidos, Saleiro estabeleceu a igualdade, de cabeça, no seu segundo jogo europeu, depois de ter entrado na etapa complementar da segunda mão do “play-off” de acesso à UEFA Champions League, no terreno da ACF Fiorentina. Simon Vukčević, regressado à equipa após lesão, furou pelo meio da área, Kolinko ainda defendeu o remate do médio montenegrino dele mas não conseguiu deter a recarga de Saleiro, num lance em que os forasteiros reclamaram braço na bola de Vukčević. O tento do empate animou as hostes leoninas e Tonel errou por pouco o alvo no lance imediato, após canto de Moutinho, em bom plano no meio-campo, juntamente com Matías Fernández.

Balizas seguras

Até ao intervalo, Kolinko travou um forte remate de pé esquerdo de Carriço, antes de Liedson, em boa posição, perder demasiado tempo e ver o seu pontapé interceptado por Zamperini. No reatamento, Leandro Grimi surgiu a lateral-esquerdo no lugar do amarelado André Marques e, pouco depois, Kolinko parou novamente um pontapé de Liedson. Paulo Bento viu-se obrigado a tirar Carriço devido a inferioridade física, passando Miguel Veloso para eixo da defesa e, do outro lado, Nunzio Zanettieiri fez entrar o avançado português João Martins para o lugar de Žigajevs. No entanto, foi Ţîgîrlaş a testar a atenção de Patrício num remate para defesa apertada do guardião “verde-e-branco” aos 68 minutos. O nº1 do Sporting voltou a estar em destaque ao desviar perto da trave um cabeceamento de Andrejs Butriks na sequência de livre de Laizans e a igualdade manteve-se, cabendo a Liedson a derradeiro hipótese, de cabeça, ao lado.

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publicado por Bruno Leite
EUROPA LEAGUE: Nacional vê a qualificação como uma miragem
Uma grande penalidade convertida por Edgar Costa parecia ir relançar o Nacional na luta pelo apuramento no Grupo L da UEFA Europa League, mas o Athletic Club Bilbao respondeu na mesma moeda e alcançou um empate a uma bola na Madeira. O Nacional precisa agora de vencer os seus dois restantes jogos para ainda poder sonhar com uma vaga nos 16 avos-de-final, enquanto o Athetic soma mais cinco pontos e está no bom caminho para atingir o mesmo objectivo.

Equilíbrio

Ciente da necessidade de vencer para continuar a acreditar no apuramento, o Nacional tentou assumir o controlo da partida desde o apito inicial, mas a verdade é que se assistiu a um equilíbrio de forças a meio-campo. Mais disputado do que propriamente bem jogado, o encontro produziu muito poucos lances de perigo durante a primeira vintena de minutos, excepção feita a um lance aos 18 minutos. Mateus escapou-se pelo lado esquerdo e cruzou para a entrada de Edgar Costa, mas a tentiva de calcanhar do avançado brasileiro foi detida pelo guarda-redes do Athletic, Gorka Iraizoz.

Poste salva Nacional

A primeira oportunidade de golo digna desse nome surgiu aos 29 minutos e pertenceu ao Nacional. Nuno Pinto serviu Rúben Micael com um passe picado e o médio português respondeu com uma excelente recepção e um remate cruzado de pé esquerdo, valendo a Iraizoz o facto de a bola ter saído bem perto do poste. Talvez pressentindo o perigo, a equipa visitante começou por dar um sinal das suas intenções quando decorria o minuto 33, tendo Xabier Castillo obrigado Rafael Bracali a uma vistosa defesa para canto. Ainda mais perto do golo ficou Fernando Llorente dois minutos volvidos, com o ponta-de-lança espanhol a iludir a armadilha do fora-de-jogo e a isolar-se, antes de acertar no poste.

Mudanças

A noite infeliz de Llorente terminou ainda antes do intervalo, com um problema físico a obrigar à sua substituição por Óscar de Marcos. Quem também mexeu na sua equipa, mas por razões tácticas, foi o técnico do Nacional, Manuel Machado, que lançou Cléber e Leandro Salino para a etapa complementar. A aposta não rendeu frutos e foi mesmo o Athletic a criar mais uma excelente oportunidade para chegar ao 1-0, aos 52 minutos. David López combinou na perfeição com Joseba Etxeberria e rematou forte já no interior da área do Nacional, respondendo Bracali com uma providencial defesa.

Edgar não falha

A partida parecia controlada por parte do Athletic, mas os bascos cometeram um lapso defensivo que lhes saiu bem caro aos 64 minutos. Nejc Pečnik apareceu sozinho perante Iraizoz e o guarda-redes acabou por cometer grande penalidade quando tentava chegar ao esférico. Chamado à conversão, Edgar marcou à primeira, mas o árbitro mandou repetir o remate porque alguns jogadores entraram na área . No entanto, o dianteiro brasileiro não perdeu a calma e voltou a facturar à segunda, dando vantagem à sua equipa.

Expulsão e empate
O Athletic tentou reagir, mas apenas logrou intensificar a sua pressão após a expulsão de Nuno Pinto aos 79 minutos, com o lateral do Nacional a derrubar Etxeberria e a ver o segundo cartão amarelo na partida. E esse último assomo basco valeu mesmo o tento do empate aos 85 minutos, curiosamente também na sequência de uma grande penalidade. Rafik Halliche errou o tempo de salto e derrubou um adversário na sua área, dando origem a um penalty que Etxeberria tratou de converter.

O Athletic podia mesmo ter dado a volta ao resultado na recta final do encontro, mas Bracali impediu o 2-1 com duas fantásticas defesas. E seria mesmo Pečnik a desperdiçar a derradeira oportunidade para desfazer o empate aos 89 minutos, com o médio esloveno do Nacional a acertar no guarda-redes contrário quando tinha a baliza à sua mercê.

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publicado por Bruno Leite
EUROPA LEAGUE: Benfica Galáctico esmaga ingleses do Everton (5-0)
O jogo frente ao Everton não era determinante, segundo Jorge Jesus. Ainda assim existia a certeza de que uma vitória iria renovar esperanças e que um mau resultado podia ter efeitos negativos que iam além da pontuação. O Benfica goleou o Everton, por 5-0, e poderá encarar os próximos três jogos com optimismo.

David Moyes chegou «impressionado» e deve ter saído ainda mais. O treinador do Everton disse, antes da partida, que via «um novo Benfica, atacante e excitante». Realmente foi isso que se pôde ver durante a segunda parte do encontro da Liga Europa.

Os encarnados atravessam um bom momento na Liga, a Luz tem sido palco de goleadas, mas na Europa o conjunto orientado por Jorge Jesus vinha de uma derrota, frente ao AEK. Por isso, o discurso de Jorge Jesus foi no sentido de acautelar os adeptos para todas as possibilidades. O técnico pareceu querer evitar euforias, mas também o medo de fracassar na montra europeia.

Jesus fez alterações no onze, em relação ao jogo da Taça, frente ao Monsanto. Luisão, Cardozo, Ramires, Aimar, Di María e Saviola regressaram ao onze. Júlio César mantém-se na baliza nas partidas da Liga Europa.

Durante a primeira parte existiu algum equilíbrio, mas o Benfica mostrou alguma superioridade perante o adversário. Uma diferença mínima que valeu um golo, aos 14 minutos. O cruzamento foi de Di María e Saviola marcou. Os encarnados mostraram-se mais perigosos e Tim Howard e o sector defensivo tiveram mais trabalho que Júlio César.

Para além de a defesa do Everton se mostrar bastante eficaz, durante a primeira parte, faltou algo ao Benfica. A luta e a vontade estavam lá, mas faltou o entusiasmo ou a capacidade de entusiasmar quem se deslocou ao estádio.

O intervalo chegou com os encarnados a vencerem por 1-0. Um resultado perigosamente escasso, mas que se aceitava. O Everton mostrou querer discutir o resultado, ainda que não tivesse criado ocasiões de golo. Aí foi onde o Benfica desequilibrou. Criou oportunidades (ainda que escassas). Marcou. Foi mais eficaz.

O que terá feito Jesus?

Não se sabe o que Jorge Jesus disse aos seus jogadores durante o intervalo. Mas pouco importa. O mais importante é que resultou. Os encarnados entraram com tudo. Só deu Benfica. Em sete minutos a equipa da casa marcou três golos.

Aos 47 minutos, Aimar segurou o tempo suficiente para dar a bola a Saviola, que cruzou para Cardozo finalizar. O 3-0 surgiu no minuto seguinte, através do paraguaio. Di María cruzou para o camisola 7 marcar de cabeça.

Aos 52 minutos, Luisão subiu para ajudar a ampliar os números, numa altura em que a Luz festejava, fazendo lembrar outras noites europeias. Volvidos quatro minutos o marcador poderia ter passado para 5-0. Di María, que fez uma grande exibição, atirou à trave. O argentino esteve perto de fazer um grande golo. Merecia fazê-lo.

Goleada à antiga

Aos 83 minutos surgiu o 5-0. Grande trabalho de Di María, na esquerda, e Saviola facturou mais um golo. O Everton tentou o tento de honra, aos 79 minutos, mas Saha atirou ao poste.

Os encarnados conseguiram o melhor resultado de sempre frente a equipas inglesas, na Luz - em 1961/62 o Benfica bateu o Tottenham por 3-1. Mas mais importante que isso, o Benfica garante seis pontos e lidera o Grupo I, já que o AEK Atenas perdeu com o BATE Borisov.

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publicado por Bruno Leite
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