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Outros Planetas:NBA - Análise da Jornada
Apesar do título indicar uma "mentira" porque não existem jornadas na NBA, penso que todos compreendem que se trata de uma análise aos jogos de ontem. Adopto esta politica um pouco diferente das minhas comuns análises às equipas, uma vez que seria, no mínimo estranho comentar a NBA todas as semanas sem sabermos os resultados, os intervenientes e as equipas.



Vou comentar os jogos mais importante e/ou aqueles que eu assisti.

L.A.Lakers-Orlando Magic: Excelente jogo em perspectiva, duas equipas muito fortes e que têm os mesmos objectivos. Ao que parece Kobe/Gasol já se entendem da melhor maneira [nem foi preciso esperar muito]. Kobe [36 pontos e 11 ressaltos] e Gasol [30 pontos e 9 ressaltos] aniquilaram por completo a equipa de Orlando. Apesar de Orlando ter conseguido a proeza de marcar 44 pontos no 1º período, foi apenas uma questão de tempo até Gasol começar a render no jogo interior. Dwight Howard [19 pontos e 11 ressaltos] não se conseguiu libertar da forte marcação a que era sujeito. Lewis [16 pontos e 3 assistências] falhou o lançamento de 3 pontos que daria o empate a poucos segundos do fim. Ficou novamente provado que Turkoglu tenta a todo o custo ser o base desta equipa e isso está a prejudicar ambas as partes. Parece-me que existe uma necessidade da sua parte em provar que é um All-Star, mas os processos ofensivos ficam mais lentos, menos organizados e mais confusos.

San Antonio-New York Knicks: Nem tenho vontade para comentar este jogo, tal foi a parvoice que se passou no Madison Square Garden. Os Spurs não jogaram nada durante todo o encontro, chegaram a estar a perder por 18 pontos mas mesmo assim conseguiram levar o encontro para o prolongamento, onde evidenciaram as suas potencialidades. A 8 segundos do fim, New York tinha uma falta para dar e 3 pontos de vantagem, ou seja, tinha a vitória praticamente garantida. Mal a bola é reposta em campo cometem a tal falta a que tinham direito [nem 1 segundo ganharam] e no ataque seguinte, convergem todos para o garrafão em vez de fazer o contrário. Como é que é possivel que San Antonio necessite de um lançamento de 3 pontos para empatar e os Knicks deixem liberto, Michael Finley, que é o melhor executante? Como é que o Balkman abandonou a marcação individual a Finley? Depois no prolongamento não tiveram estofo para bater os veteranos.

Boston Celtics-Minnesota Timberwolves: Ainda não percebi como é que Minnesota ainda faz destas surpresas. É a equipa mais fraca da NBA e mesmo assim venceu 2 vezes Phoenix. Boston esteve sempre em desvantagem mas volta a ter a estrelinha do jogo, com Powe a afundar em cima do apito final. Já é a 6ª vitória dos Celtics nos últimos segundos [4 dadas por Ray Allen, 1 por Garnett e 1 por Powe]. Paul Pierce [18 pontos e 6 assistências] e Ray Allen [17 pontos] foram os melhores dos Celtics, se é que merecem esse distintivo. Minnesota merecia a vitória, sobretudo All Jefferson [18 pontos] e Smith [16 pontos]. Boston anda com a tal "estrelinha" muitas vezes durante a fase regular, vamos ver se ela também vai aparecer nos Playoffs.

Seattle Supersonics-Phoenix: Ainda sem Shaq operacional, lá conseguiu uma vitória muito suada perante uns Seattle Supersonics, que se bateram de igual para igual. A vitória não foi folgada porque tiveram muito mal no capitulo do lançamento [39% e 20% no lançamento de 3 pontos], isto para uma equipa que possui bons executantes é muito muito pouco. Amare Stoudemire [33 pontos e 10 ressaltos] foi o homem do jogo. Com a vinda de Shaq, Amare vai ter de jogar a Power Forward, o que na minha opinião é um desperdicio de talento. Grant Hill [16 pontos], Leandro Barbosa [15 pontos], Raja Bell [14 pontos] e Nash [13 pontos e 10 assistências] fizeram exibições minimamente conseguidas. Seattle se tivesse mais calma no final do encontro até podia ter levado a vitória para casa. Destaque para Wilcox [22 pontos e 15 ressaltos] e Collinson [11 pontos e 12 ressaltos]. Curiosidades: Phoenix teve 32-32 na linha de lance livre!

Washington Wizards-Denver Nuggets: Este jogo foi Carmello e mais 4. Acertava de todos os lados e estabeleceu novo máximo de carreira [49 pontos]. A exibição deste magnifico jogador ficou logo comprovada no 1º período, em que marcou 20 pontos (!!). Iverson [18 pontos] e Martin [16 pontos] completataram o marcador. Washington aproximou-se no último período - por força do descanso de Carmello e Iverson - e reduziram a distância no marcador. Jamison [21 pontos] e Young [19 pontos] estiveram em destaque na equipa de Washington que sem Gilbert Arenas, lá se vai aguentando na Conferencia Este com um parcial de 24-25.

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Wild Wild West

Shaquille O´Neal é o homem do momento. Não porque esteja a jogar melhor, não porque tenha recuperado fisicamente, não porque tenha revolucionado Miami mas sim, porque assinou pelos Phoenix Suns.

O´Neal [35 anos], apesar de garantir maior presença fisica no jogo interior é, na minha opinião, um péssimo jogador para o habitual estilo de jogo dos Suns. Ele já falhou 14 jogos esta época e tem sido importunado por constantes problemas fisicos. Mike D´Antoni assistiu a alguns jogos de O´Neal esta época e informou que a sua boa qualidade a nível do passe, poderá servir as movimentações ofensivas de Phoenix. Phoenix não está à espera que o "big man" acompanhe ou seja responsável pelas rápidas transições ofensivas mas sim que se limite a defender e a passar devidamente a bola.

Agora, se era só para isto, para quê O´Neal?

Phoenix com esta troca de Shawn Marion + Marcus Banks por Shaq, revela um desacreditar e uma frieza [talvez drástica] para com este sistema de jogo. Phoenix é considerada por senso comum, como a equipa que mais prazer dá ver jogar. As rápidas transições, a eficácia dos lançamentos, os excelentes afundanços e a constante velocidade são os atributos desta equipa de Arizona mas...não dá titulos. Apesar desta troca confirmar um hipotético desejo de conquistar o anel, comprova também o falhanço que foi este sistema de jogo.

Recentemente Phoenix tem alterado o seu esquema táctico - 3 jogos seguidos em que os adversários têm percentagens inferiores a 40% no lançamento - e apenas nesse sentido se pode compreender a vinda de Shaq. Por um lado fico desiludido, porque me habituei a este "basket espectáculo" mas por outro, tenho consciência de que hoje em dia, a defesa é o mais importante em qualquer desporto. Basta relembrar o Superbowl, em que os Giants vencem o encontro, não por terem um bom ataque mas por darem a vida na defesa. Ou até mesmo o último Mundial, em que vence a Seleção Italiana, provavelmente a Seleção que melhor defende actualmente. E até mesmo no Futebol de Praia onde Ucrânia e Japão se tem evidenciado ultimamente.

Agora, quem me garante que O´Neal aguente o ritmo?

- Ele não é tão lento ou tão gordo como correm os rumores. Ele movimenta-se bem no terreno de jogo e por vezes até "vence" o adversário em confrontos directos. Quando pressionado sempre se pode resguardar num dos seus passes para fora [para um colega desmarcado] mas nem vejo que isso seja necessário, uma vez que o seu jogo de pés sempre foi notável. Continua a ser preponderante nos desarmes de lançamento e nos ressaltos.

- Tem falhando lançamentos na passada, atrás de lançamentos na passada, atrás de lançamentos na passada. Sinceramente, é horrivel de se assistir. Por vezes, nem tem oposição mas por esta ou outra razão acaba por desperdiçar aquele que seria, na teoria, um cesto "simples". O antigo Shaq, pura e simplesmente afundava e isso remete-nos para o próximo problema. Já nem falo da linha de lance livre...

- Dos jogos que tenho visto e dos resumos que tenho assistido, reparei que o homem praticamente não salta. Ressaltos, cestos, desarmes de lançamento...tudo o que ele faz, é a poucos cm do chão. Isto não faz dele mais fraco, mais lento ou mais gordo, no entanto é um grande handicap para Phoenix, uma vez que a falta de impulso [problemas fisicos] diminui substancialmente a sua taxa de sucesso.

Por tudo isto, vejo-me forçado a não concordar com esta troca. Se Phoenix queria arriscar então teria contratado Boykins, mas em vez de ter feito isso, preferiu jogar pelo seguro e arriscar...defensivamente!

La Revolucion está muerta!

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Espelho meu, espelho meu

Orlando que tinha um excelente registo fora de casa, está neste momento ao nível de qualquer equipa consistente [Toronto, Washington, Cleveland]. Será o "espellho" da época passada?

O último episódio desta péssima saga remonta ao jogo frente aos Charlotte Bobcats, quarta-feira passada. Orlando desperdiçou uma vantagem de 19 pontos, à entrada para o terceiro período da partida. Eles somam neste momento 6 derrotas em 8 jogos, e quando tudo apontava para uma passagem aos playoffs sem qualquer dificuldade - face ao nível dos seus rivais - Washington silenciosamente já tem o mesmo número de derrotas e Atlanta só tem mais duas derrotas.

Como é que se deve sentir Stan Van Gundy, depois de ter começado a época com um parcial de 14-3 e de serem apontados pela imprensa como um dos principais candidatos ao título na Conferência Este?

Demorou um bocado para que todas as equipas conseguissem encontrar o antídoto necessário para travar o "bicho" Dwight Howard e o "shooter" Rashard Lewis. Eles estavam implacáveis, demolindo todas as equipas que lhes apareciam á frente. Com Lewis a chegar aos 20 pontos em 10 dos primeiros 12 jogos da época e uma percentagem de lançamento superior a 50% e com Howard a dominar por completo o jogo interior, rapidamente se tornaram nas duas principais referências, não só de Orlando como da Conferência Este. Se a estes dois colossos aliarmos o experiente Turkoglu, que parecia ter vindo para ficar, ficávamos com uma equipa temível. Foram a primeira equipa a vencer os "invenciveis" Boston Celtics, e a prestação de Stan Van Gundy começava a ser alvo de rasgados elogios, tendo como denominador comum o facto de ser o seu primeiro ano como treinador principal de Orlando, depois da sua saida bizarra de Miami.

Mas esta equipa era diferente. No principio, com tantas vitórias no bolso ninguém ligava às hesitações de Van Gundy para a posição de base da sua equipa: Jameer Nelson ou Carlos Arroyo? Ou até mesmo a Keith Bogans, que tanto arrasava como irritava numa questão de segundos. E depois sim, isto começou a pesar principalmente quando os defesas começaram a ser mais duros com Rashard Lewis. Ele chegou aos 20 pontos em apenas 3 jogos dos 17 disputados e apesar de recentemente ter voltado ao normal, a sua média de pontos e a sua percentagem de eficácia no lançamento são as piores dos ultimos 4 anos. Mas pior ainda, era a posição de base desta equipa que continuava a ser uma verdadeira incógnita para Van Gundy, pelo menos até quarta-feira. A lesão de Jameer Nelson, os 19 turnouvers e a ausência de reacção face à pressão alta da defesa contrário foram a justificação desta derrota irresponsável.

Isto é um pouco parecido com a época passada, em que começaram com um parcial de 14-5 e perderam logo na primeira eliminatória contra Detroit, sem apresentar qualquer tipo de rivalidade. Foram afectados pela lesão no ombro do veterano Tony Battie e descubriram aquilo que os Lakers já tinham descoberto há cerca do Brian Cook - não passa de um "oversized perimeter shooter", como dizem os americanos. Esta equipa, apesar de tudo parece melhor, quanto mais não seja porque Dwight Howard finalmente resolveu apresentar a consistência que o torna num dos melhores postes da NBA.

Por isso, aquilo que nós sabemos é que Dwight Howard não tem qualquer apoio no jogo interior, se bem que não precisa de nenhum por enquanto. Mas como é que o Lewis vai responder à pressão alta de que tem sido alvo? E a questão dos bases ainda vai dar pano para mangas, a menos que a lesão do Nelson seja grave.

Mesmo assim, 16-9 fora de casa não pode ser assim tão mau...ou o Howard é assim tão bom? Só vamos poder tirar a prova dos nove nos Playoffs.

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - All-Star Weekend

É verdade, já só estamos a uma semana de distância da nomeação do 5 inicial de cada Conferência para o tão aguardado, All-Star Weekend (as votações ainda não fecharam). Quem é que pensam que vai conseguir figurar o 5 inicial? Acham que o vosso jogador preferido vai conseguir? Que jogadores é que vão representar a sua equipa favorita? Vai conseguir arranjar um espacinho na sua agenda para disfrutar desta alegria? Estas são, por norma, as perguntas colocadas sempre que se aproximam este tipo de eventos.

É o 57º NBA All-Star Game, desta feita em New Orleans no dia 17 de Fevereiro de 2008. O jogo vai ser transmitido em directo pela TNT e ESPN Radio. Estejam descansados, a Sporttv também vai transmitir o jogo para o bém de muitos amantes desta modalidade em Portugal.Para quem não sabe do que se trata este evento, basicamente são 120 jogadores (60 de cada Conferência) que vão ser nomeados por pessoas comuns, como nós. Cada pessoa escolhe 2 bases, 2 extremos e 1 poste de cada Conferência, sendo que no final quem receber mais votos terá a sua presença assegurada neste fim de semana desportivo.

Neste momento, o jogador com mais votos é Kevin Garnett (1,7 milhões de votos), seguido por Lebron "King" James (1,5 Milhões de votos), Dwight Howard (1,4 Milhões de votos) e Dwayne Wade (1,1 Milhões de votos). Na Conferência Oeste, o panorama é semelhante. Kobe Bryant lidera a "pole position" com 1,4 Milhões de votos, seguido por Yao Ming, Tim Duncan e Carmelo Anthony (todos com 1,2 Milhões de votos).

Em jeito de nota depreceativa, é de muito mau gosto constatar que a população de New Orleans nem sequer se preocupou em apoiar o "seu" jovem base Chris Paul, dos New Orleans Hornetts. Paul é um dos melhores jogadores da NBA e merecia mais do que 330,000 míseres votos.

O meu conselho? Uma directa no fim de semana nunca fez mal a ninguém.

P.S - Não tenho tido muito tempo e apenas por isso tenho comentado pouco no blog. Da minha parte peço desculpa por não aparecer por cá mais vezes, mas por vezes é complicado.

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - McMillan eleito treinador do Mês

Eu não sou vidente, nem muito menos sou pago para adivinhar, mas aposto que neste momento existe uma pergunta que paira sobre as cabeças dos leitores: Mas afinal de contas, quem é este senhor?

Bem, chama-se Nate McMillan e é o treinador da equipa revelação do ano...Portland Trail Blazers. Os Blazers abandonaram a alta roda da NBA na temporada de 1976/1977, em que foram campeões e obtiveram um percurso invejável. Eliminaram Chicago, Denver e os Lakers [de Kareem Abdul-Jabbar] até se assumirem como verdadeiros "underdogs" na final. Defrontaram a poderosa equipa dos Philadelphia 76ers, comandanda pelo espectacular Julius Erving mas nem com as 2 derrotas inaugurais desistiram dos seus objectivos e somaram 4 vitórias consecutivas, naquele que seria o primeiro e único título dos Portland Trail Blazer até aos dias de hoje.

Voltando ao que realmente interessa, Nate McMillan é então eleito o treinador do mês de Dezembro na Conferência Oeste, muito por culpa das fantásticas 13 vitórias consecutivas que colocaram Portland numa posição auspiciosa [7º lugar]. Portland somava um parcial pouco ou nada animador [5-12] mas começaram incrivelmente a vencer tudo o que lhes aparecia à frente. De 3 a 30 de Dezembro, viveram-se momentos de pura alegria para os lados de Portland [18-12]. Neste momento, praticam um basket inteligente, coeso e muito bem estruturado. Se tivermos em conta que estamos a falar da equipa mais nova da NBA, então estes atributos são no minimo estranhos, porque revelam uma sabedoria do jogo que ultrapassa em larga escala a sua tenra idade

Este percurso de 13 vitórias consecutivas é o segundo maior na história dos Portland Trail Blazers e o maior deste ano na NBA [o ano passado os Phoenix Suns somaram 18 vitórias consecutivas], embora Detroit esteja muito próxima de igualar visto que já somam 10 vitórias consecutivas.

Mas estas 13 vitórias consecutivas não foram o único motivo de alegria em Portland, no dia 16 de Dezembro fez-se história no Pepsi Center [Pavilhão dos Denver Nuggets]. Portland foi vencer a Denver, uma equipa que contém um "Big Three" de altíssima qualidade [Carmelo, Camby e Iverson] num jogo repleto de emoção e entusiasmo. Foi a primeira vitória em Denver desde 26 de Fevereiro de 2003. McMillan é o 5º treinador de Portland a vencer este prémio, e o 1º desde Mike Dunleavy em 1999. A nível pessoal, é a 2ª vez que McMilan vence este troféu, uma vez que já tinha sido premiado enquanto treinador dos Seattle Supersonics.

As vitórias não aparecem sozinhas e o Nate McMillan merece este prémio mais que ninguém. Da minha parte, parabéns e já agora se não for pedir muito: Tente levar os Blazer aos Playoffs!

Boston passa de último classificado para primeiro num ano, Portland passa de um [5-12] para um [18-12] num mês, enfim isto é a NBA!

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - O melhor da NBA em 2007
Calma, não vos vou fazer perder tempo a ler mais uma crónica extensa sobre a NBA [por muito que nós gostemos, existem passatempos mais interessantes para fazer nesta época festiva], embora queira que fiquem contentes, satisfeitos e alegres [ou não fosse esse o verdadeiro espirito natalício] com os melhores momentos de 2007 na NBA.

Foi mais um ano repleto de excelentes jogos, excelentes surpresas, excelentes jogadores e acima de tudo, um simples factor que se tem mantido sempre neste desporto; foi mais um ano repleto daquilo a que eu chamo um "verdadeiro espectáculo".

Uns dizem que não gostam, outros dizem que já não é a mesma coisa sem Jordan mas o que é certo, é que no final de cada ano muitas são as pessoas que voltam atrás na sua decisão e activam novamente a paixão por este desporto. É um pouco esse o meu papel neste blog, tento comentar a NBA com alegria e algum humor para não tornar este espaço monótomo e secante. Da minha parte, podem ter sempre a certeza de que apenas comento este desporto porque quero que hajam cada vez mais Portugueses interessados na NBA. Por enquanto continuamos a ser uma minoria, mas somos uma minoria inteligente, divertida e que, como não poderia deixar de ser, é amante do espectáculo.

10 melhores desarmes de lançamento em 2007:




10 melhores lançamentos exteriores...muito exteriores em 2007.



10 melhores lançamentos decisivos em 2007



10 melhores Alley Oops em 2007



1o melhores asssistências em 2007



10 melhores afundanços em 2007



10 melhores lançamentos...esquisitos em 2007



E para terminar com a nova época que já começou, só tenho uma pergunta "Are you ready?"



Da minha parte, desejo um Feliz Natal a todos os leitores deste blog e a todos os seus elementos.

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Onde é que andam os Bulls?


Apesar do título da minha mensagem "indicar" uma análise séria e factual há cerca do desempenho colectivo dos Bulls esta temporada, não passa de uma mera pergunta retórica uma vez que todos nós sabemos onde andam os Chicago Bulls...na lama. Na Conferência Este, pior que Chicago [8-14] só mesmo Miami [7-17] e New York [7-17].

O jogo de ontem frente aos L.A.Lakers [15-9], não foi mais que uma confirmação do actual péssimo desempenho colectivo e até mesmo individual de grande parte deste plantel, ie, Ben Gordon, Ben Wallace, Chris Duhon, Joe Smith...Chicago era uma equipa que prometia [depois do bom desempenho nos Playoffs 2006/2007], quanto mais não seja porque muitos dos seus jovens jogadores começam a ganhar maior experiência e consistência mas aquilo que se tem visto esta época, é a antitese do desenvolvimento. Esta equipa está a regredir a passos largos desde a pré-epoca.

L.A.Lakers vs Chicago Bulls

[1º Período] L.A.Lakers 21 - 15 Chicago Bulls - O jogo até prometeu ao principio, com um conjunto prolongado de bons entendimentos ofensivos de parte a parte, e permanecia o equilibrio no marcador. No entanto, foi sol de pouca dura porque Chicago não conseguiu capitalizar os seus lançamentos exteriores [jogo interior de Chicago = rotundo zero]. Foram precisos 4 lançamentos falhados e 2 turnouvers para Deng finalmente pontuar na partida, da linha de lance livre. Walton [5 pontos] e Odom [6 pontos] eram as figuras de destaque nos Lakers. Os Lakers apenas com 21 pontos no final do 1º período já tinham 6 pontos de vantagem, o que basicamente reflecte a eficácia e o discernimento ofensivo dos Bulls.

[2º Período] L.A.Lakers 49 - 45 Chicago Bulls - Se tivermos em conta que já houveram equipas que chegaram aos 40 pontos num único período, este resultado é um autêntico crime ao basket. Kobe Bryant ainda não tinha aparecido no jogo, muito pouco interventivo [também não era preciso] mas mesmo assim os Lakers nunca perderam a vantagem no marcador. Chicago tanto construia boas jogadas como disparatava em todos os sentidos, com passes para a bancada e para os adversários. Nocioni veio dar outra força a Chicago e diria mesmo que se não fosse ele, talvez tivessem a perder por mais. Ainda ninguém conseguiu perceber como é que este jogador, a jogar desta maneira, não faz parte do 5 inicial. Mas como se isso por si só não comprovasse que algo estava a ser mal feito na eleição do 5 inicial, 19 dos 30 pontos de Chicago vinham do banco. E a cereja no topo do bolo foi mesmo o primeiro lançamento concretizado de Luol Deng, a 1:30 do final do 2º período. Acho que nem preciso de dizer mais nada, a sorte deles é que os Lakers nunca conseguiram tomar conta do jogo.

[3º Período] L.A.Lakers 73 - 68 Chicago Bulls - Este para mim foi o período da esperança. Chicago partiu para o último período com a hipótese de discutir o resultado muito por culpa do constante recital de desaproveitamento dos Lakers. Os Lakers não acabaram este período a vencer por 20, porque forçavam demasiado o jogo exterior [que sem Vujacic, não rendia] em vez de aproveitaram o jogo interior. Porque é que eu digo isto? Por um simples motivo, é que eu vi pelo menos 3 vezes os jogadores mais baixos [Derek Fisher e Farmar] a pontuar tranquilamente debaixo do cesto (!!). Hinrich [15 pontos] e Deng [19 pontos], foram os únicos que ainda lutavam por outro resultado. Uma nota para Ben Gordon, que para além de ter estado péssimo tacticamente, revelou uma entrega digna de um amador. Se está amuado, senta-se no banco e mais nada. Bryant [18 pontos] lá apareceu neste período mas voltou a eclipsar-se no último.

[4º Período] L.A.Lakers 103 - 91 Chicago Bulls - Eu aposto que os Lakers nunca tiveram um jogo tão fácil como este. É que já não bastava não terem precisado do Kobe para nada, como ainda ficaram com o jogo nas mãos tal era a desordem em Chicago. Chicago conseguiu apesar de tudo empatar a partida [depois de terem estado quase sempre a perder], o público finalmente começou a fazer-se sentir, os Lakers começaram a fraquejar e Chicago nunca aproveitou para assumir a liderança. É que nem podem falar em falta de sorte. Vujacic [19 pontos em 20 minutos], foi um dos melhores em campo assim como Lamar Odom [17 pontos e 16 ressaltos], um autêntico bicho dentro do campo. Em Chicago destaque para Hinrich [17 pontos], Deng [26 pontos] e para Nocioni [14 pontos], sendo que este último nem é tanto pelos pontos mas sim pela entrega, paixão e competitividade que incute no jogo dos Bulls.

Chicago só esteve uma vez em vantagem [logo a abrir o jogo marcou o cesto que "inaugurou" a partida], em 24 ressaltos defensivos perdeu 17 (!!) e somou 18 turnouvers. Termino a mensagem, da mesma maneira com que a comecei: Onde é que andam os Bulls?

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Phoenix vence Duelo de Gigantes

O título fala por si e escusado será dizer que estou contente com este resultado. O encontro opunha provavelmente as duas melhores equipas da Conferência Oeste - San Antonio Spurs e Phoenix Suns - num jogo que se esperava competitivo, emocionante e espectacular. Depois de enunciados estes atributos, facilmente percebemos que seria um autêntico jogo de Playoff. San Antonio levava vantagem no confronto directo com Phoenix, venceu 14 dos últimos 20 jogos mas é como diz o outro...as estactísticas não jogam.

Os adeptos de Phoenix queriam a vingança [depois da fraudulenta eliminação no Playoff 2006/2007] e a massa associativa dos Spurs ambicionava confirmar o estatuto de campeões em título. San Antonio não contava com Tony Parker, enquanto que Phoenix tinha todos os seus jogadores aptos para este encontro. É provavel que a minha análise não tenha o mesmo teor técnico das outras análises que costumo fazer mas agradecia a vossa compreensão, uma vez que foi-me muito complicado tomar notas do encontro tal era o nervosismo que sentia [principalmente no último período]. De qualquer das formas, os dados estão lançados e vamos ao que interessa.

San Antonio Spurs vs Phoenix Suns

[1º Período] San Antonio Spurs 20 - 26 Phoenix Suns - O jogo começou num ritmo bastante acelerado, com bons movimentos ofensivos de parte a parte e desde cedo se destacaram os melhores marcadores da partida [Tim Duncan e Grant Hill]. Com dois descontos de tempo madrugadores, a atenção dos treinadores tornava-se cada vez mais evidente. Estes descontos de tempo apenas foram "utilizados" porque as regras da NBA são diferentes das regras da FIBA [International Basketball Federation], que impõe um limite de 2 timeouts para cada equipa na primeira parte, 3 timeouts para cada equipa na segunda parte e 1 timeout para cada equipa num hipotético prolongamento. Diaw e Grant Hill deram a volta ao marcador e trouxeram uma vantagem confortável para o 2º periodo. Destaque para a excelente exibição de Tim Duncan que já levava 10 pontos. Gostaria de salientar uma reposição de bola dos Spurs, em que inteligentemente os Suns fazem uma pressão zonal alta explorando o facto de San Antonio não ter nenhum base de raiz naquela altura. Boa visão de jogo por Mike D´Antoni [treinador dos Phoenix Suns].

[2º Período] San Antonio Spurs 50 - 51 Phoenix Suns - Phoenix começou bem com dois lançamentos certeiros mas deixou-se iludir pela vantagem de 10 pontos que usufruiram na altura. Dos 30 pontos que Phoenix tinha, apenas 2 eram de Stoudemire e nenhum de Nash. É bom que se comente este "pequeno" pormenor porque acaba por ser curioso constatar que Phoenix estava ainda assim em vantagem no marcador sem que dois dos seus melhores jogadores pontuassem significativamente. Duncan [24 pontos] e Finley [7 pontos] estiveram impecáveis neste período aproveitando as constantes falhas de marcação dos Suns. Phoenix atacou e defendeu mal durante grande parte deste período e isto porquê; no jogo ofensivo exageravam no lançamento exterior em vez de planearem os ataques e no jogo defensivo estavam muito preocupados em defender o jogo exterior dos Spurs [que tambem não esteve nos melhores dias] em vez de defenderem o Duncan em 2/1. Duncan naquele ritmo ameaçava bater recordes e inexplicavelmente continuavam a defênde-lo 1/1. Apesar de tudo, Phoenix ainda liderava a partida. Nota negativa para Steve Nash, responsável por 4 dos 5 turnouvers da equipa.

[3º Período] San Antonio Spurs 67 - 74 Phoenix Suns - Bem sei que era complicado manter o mesmo ritmo da primeira parte, mas o intervalo fez mal às três equipas. San Antonio apesar de incutir maior inteligência no jogo com as suas jogadas bem delineadas revelou dificuldades na finalização, Phoenix apresentava demasiado nervosismo e muito pouco esclarecimento e os árbitros começaram a querer "entrar" no jogo, com algumas decisões controversas. À medida que os minutos passavam, o jogo acelarava e o Leandrinho Barbosa [11 pontos] aproveitava! Sempre muito interventivo e a fazer aquilo que se pedia: meter a bola no cesto. Como diz o grande Carlos Barroca, o "rejuvenescido" Grant Hill [16 pontos] espalhava classe em todo o pavilhão. É impressionante a coordenação motora deste jogador, e como se isso não bastasse faz tudo com uma simplicadade assustadora. San Antonio sem Tim Duncan em campo perdeu bastante esclarecimento ofensivo e apenas por isso estava a perder por 7 pontos.

[4º Período] San Antonio Spurs 95 - 100 Phoenix Suns - Como seria de esperar, o jogo começou bem mais rápido neste quarto e último período. Os Spurs meteram a carne toda no assador e Phoenix apesar de ter dois habituais suplentes em campo, apenas um deveria na minha opinião ter saido mais cedo [Boris Diaw]. Brian Skinner estava em campo em detrimento de Stoudemire, porque apesar de não ter a mesma qualidade de Stoudemire é mais consistente e concentrado a nível defensivo. San Antonio começou a acertar no lançamento exterior e conseguiu mesmo dar a volta ao resultado. A partir daqui, abandonei o meu "bloco de notas" e dediquei-me aos gritos, saltos, chapadas, murros e unhas. Foram cerca de 5 minutos muito intensos, sem que nenhuma equipa se evidenciasse pelo menos até ao último minuto em que a equipa de arbitragem resolveu dar um empurrãozinho [felizmente que não deu em nada]. Para quem não viu esse lance, trata-se de um lançamento falhado de Steve Nash em que Stoudemire apanha o ressalto e quando vai a subir para o cesto sofre falta e marca. Ora, isto segundo as regras impostas pela NBA são 2 pontos para Phoenix, com direito a um lance livre para Stoudemire mas o que é que os árbitros fizeram? Como viram que se validassem essa jogada, San Antonio poderia ficar a 3 pontos de distância, resolveram marcar falta no ressalto e não no lançamento. A sério que não gosto de falar disto mas perguntem ao senhor árbitro que agora está em prisão preventiva as ilegalidades que ele cometeu no Playoff do ano passado, enfim continua tudo na mesma. Phoenix acabou mesmo por vencer numa vitória merecida da melhor equipa em campo.

Tirando este último lance, foi um excelente jogo e acima de tudo mais um excelente espectáculo. Desde 2003 que Phoenix não vencia em San Antonio durante a fase regular, e é também a primeira derrota em casa dos Spurs este ano.

Enquanto espectador da NBA espero que hajam mais jogos deste calibre e enquanto adepto de Phoenix, espero que hajam mais vitórias saborosas para os meus Suns. Aqui ficam os melhores momentos do jogo.

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Hmm, quem vai ser o próximo melhor base?

Hoje quem vai fazer a análise não sou eu, mas sim o...Steve Nash. Steve Nash, base dos Phoenix Suns, muito criticado pela massa associativa dos Suns aquando da sua chegada segundo o argumento de que já era um "old" point guard [base], mas a verdade é esta, este "old" point guard revolucionou o estilo ofensivo do basket. Phoenix foi provavelmente o melhor destino que este jogador podia ter escolhido, uma vez que neste clube privilegia-se a rapidez de execução [equipa com mais pontos 2006/2007].

Steve Nash é um dos melhores bases de sempre, logo a sua opinião é bem mais "profunda" que a minha.

Os melhores bases eleitos por Steve Nash são: Tony Parker [25 anos, San Antonio Spurs], Deron Williams [21 anos, Utah Jazz] e Chris Paul [22 anos, New Orleans Hornetts]. Aqui fica a opinião deste sábio jogador.

Qualidades de Deron Williams:

"He's a great player already. Very, very dangerous offensively. He can score from anywhere on the court at a high percentage, but he's also a true point guard with good vision. And he's a competitor."

Acerca da comparação com Jason Kidd:

"I know everyone likes to compare him to Jason because they're of similar size and build, but Jason is almost in a class by himself as a pass-first point guard. I think everyone is just different. We might all have some similarities in our games, but that's a somewhat simplistic way to look at it. There's more to it than that."

Como defender Deron Williams:

"I usually do guard him even though he's obviously bigger and stronger. But let's face it: Deron's a difficult matchup for every team in the league. I do all right against him, but a lot of defending point guards in this league is how the bigs handle the pick-and-roll. It's not so much guys going one-on-one. [The bigs] can make all the difference."

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Qualidades de Chris Paul:

"He's not as accomplished a shooter as Deron, but he's a terrific penetrator and passer and he's able to get to the line from the backcourt. We both penetrate and probe the defense in pretty similar fashion, but I don't get to the line as much as Chris does. And that kind of offsets Deron's shooting advantage. [Paul] also seems to have a knack for getting steals. He gives his team a lot of confidence."

Quem vai ter melhor carreira: Deron Williams ou Chris Paul?

"I'd love to say that it's all the media's fault, but I understand it. Everyone tries to compare players because it's fun. It's the natural thing to do to try to think of something that's similar. Let's say we're talking on the phone and you say something about X and I'll interrupt you and say, 'Oh, you mean sort of like Y?' It's just what we do in life because we all want to relate to each other. That's kind of how I see it."

Quem é que é mais forte neste momento: Deron Williams ou Chris Paul?

"There's nothing in it [between them], really. I don't know how you could pick one. Both are great point guards already."

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Qualidades de Tony Parker:

"He's the best finisher out of all the point guards. Tremendous quickness, as everyone knows. It seems like he can get to the basket in traffic any time he wants and he's effective going right or left, which obviously makes it tougher for the defense. And now he's improved his jump shot. He's definitely improved it."

A rivalidade entre Suns e Spurs influencia a vossa relação?

"You'll probably be disappointed to hear this, but there really is no impact. We don't guard each other very often."

Porque é que costuma defender Williams e Paul, mas não defende Parker?

"I imagine that both teams think it's more effective to put a bigger, longer guy on both of us. And there's something to be said for not chasing around the other guy all night when each of us is doing a lot of orchestrating."

Bem, aqui está a opinião deste grande jogador. Mas como eu não sou nada mauzinho e como apenas quero que vocês fiquem contentes, aqui fica o top 10 dos jogos de ontem.

Espero que gostem, afinal de contas quem é que não gosta?

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Eles são assim tão bons?

Depois de 20 jogos já realizados na presente época, as pessoas começam a interrogar-se "Serão os Boston Celtics assim tão bons?". Bem, se nós olharmos apenas para os seus números [18-2], então a resposta é um "sim", bastante convicto.

Mas antes de nos perdermos na euforia que reina em Boston, entre a campanha do renascimento dos "Big Three" - Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnet - e os melhores momentos de cada jogo que eles realizam, vamos focar o nosso olhar nas 18 vitórias que os colocaram nesta posição perfeitamente merecida. De seguida, vou analisar os 20 jogos dos Boston Celtics, por ordem cronológica e com os respectivos parciais das equipas adversárias à partida para esse encontro.

1. Venceram os Washington Wizards [0-1] por 20 pontos. Washington praticava um basket horroroso e eram os líderes dos turnouvers. Tiveram um começo deprimente [0-5] e nem Gilbert Arenas conseguiu inverter o rumo dos acontecimentos. Este jogo foi praticamente um rebuçado.

2. Venceram os Toronto Raptors [2-0] por 3 pontos. Sentiram muitas dificuldades neste jogo mas conseguiram vencer em cima do final da partida com um lançamento de 3 pontos executado por Ray Allen.

3. Venceram os Denver Nuggets [2-2] por 26 pontos. Outra excelente vitória, embora Denver viesse de um período algo desgastante [era o seu quarto jogo em apenas seis dias]. Tinham perdido na noite anterior contra os New York Knicks. Boston não podia desperdiçar esta vitória.

4. Venceram os Atlanta Hawks [2-2] por 23 pontos. Este era claramente um jogo que já estava ganho à partida, contra uma equipa que possui recursos infinitamente inferiores aos de Boston.

5. Venceram os New Jersey Nets [4-1] por 11 pontos. Boa vitória contra uma equipa talentosa mas irracional, apesar de viverem naquela altura um momento bem melhor a este que atravessam agora.

6. Venceram os Indiana Pacers [3-3] por 15 pontos. Mais uma vitória contra uma equipa cujo lema é quase "live by the three, die by the three". O´Brien esteve péssimo nesse jogo, para além de terem perdido a bola 22 vezes neste encontro. No entanto, tinham apenas 7 pontos de vantagem quando faltavam 4 minutos para jogar.

7. Venceram os New Jersey Nets [4-3] por 22 pontos. Os Nets não tinham Vince Carter, este jogo foi um autentico passeio.

8. Venceram os Miami Heat [1-7] por 1 ponto. Boston desperdiçou uma vantagem de 15 pontos que trouxeram para o último período e quase perdiam o jogo, não fosse Dwayne Wade ter falhado o lançamento em cima do final da partida. Revelar este tipo de dificuldades com uma equipa que estava e está em último lugar é quase assustador.

9. Perderam com os Orlando Magic [8-2] por 2 pontos. Boston parecia que ia vencer esta partida, mas Paul Pierce falhou bastantes lançamentos no último minuto que comprometeram o resultado.



10. Venceram os Golden State Warriors [3-6] por 23 pontos. Os Warriors não contavam com Al Harrington, Matt Barnes e Troy Hudson. Se juntarmos a isto o facto de ter sido o quarto jogo em seis dias [como contra os Nuggets] percebemos que este jogo foi "piece of cake".

11. Venceram os L.A.Lakers [7-4] por 13 pontos. Assim como contra os Nuggets e contra os Warriors, este era o quarto jogo dos Lakers em apenas seis dias. O desgaste fisico acumulado é elevado e ninguém consegue aguentar tal ritmo competitivo.

12. Venceram os Charlotte Bobcats [6-6] por 1 ponto. Os Bobcats tinham o jogo ganho, com uma vantagem de dois pontos quando faltavam apenas 4 segundos para acabar o jogo. A unica coisa que eles tinham de fazer era passar bem a bola, só que Richardson fez um passe desastroso que foi interceptado por Pierce que no contra-ataque colocou a bola em Ray Allen que acertou de 3 pontos. Tiveram sorte!

13. Perderam com os Cleveland Cavaliers [8-6] por 6 pontos em prolongamento. Este foi provavelmente o primeiro teste "verdadeiro" para os Boston Celtics. Cleveland atravessava um bom momento [3 vitórias consecutivas] e Lebron continuava a sua demanda impressionante. James levou a equipa às costas e contribuiu bastante para esta vitória com os seus 38 pontos e 13 assistências.

14. Venceram os New York Knicks [4-9] por 45 pontos. Nada a dizer, foi contra os Knicks!!

15. Venceram os Miami Heat [4-10] por 10 pontos. Miami ainda não viveu nenhum bom momento esta época e a diferença pontual só não foi maior porque Miami conseguiu recuperar pontos no último período contra os suplentes de Boston.

16. Venceram os Cleveland Cavaliers [9-8] por 10 pontos. Cleveland jogou sem Lebron James, naquele que foi um dos piores jogos de basket esta época. As duas equipas não passaram de uns miseráveis 40% de acerto no lançamento, e em conjunto somaram 32 turnouvers.

17. Venceram os Philadelphia 76´ers [5-12] por 10 pontos. Philadelphia que não atravessa um bom momento mas ainda deu algum trabalho a Boston, devido à sua boa percentagem de lançamento [56%].

18. Venceram os Toronto Raptors [9-10] por 28 pontos. Os Raptors estavam sem Chris Bosh e sem Bargnani. Este jogo foi um autêntico biscoito.

19. Venceram os Chicago Bulls [6-11] por 11 pontos. Outro péssimo jogo de basket, praticado por ambas as equipas. Os Bulls estavam completamente "rotos" depois do jogo da noite anterior contra Detroit e Boston cometeu 17 turnouvers [Paul Pierce tinha 1-8 em lançamentos].

20. Venceram os Sacramento Kings [8-12] por 12 pontos. Os Kings estavam sem o seu melhor jogador, Kevin Martin. Este foi mais um jogo deprimente em que Boston obteve uma percentagem de lançamento absolutamente anedótica [39%

Pronto, e assim chegámos aos 18-2, mas...eles têm jogado alguma coisa de especial? Sem contar com a vitória no primeiro jogo contra os Raptors, contra Orlando e contra Cleveland, Boston não tem jogado nada de especial. No big deal, dizem os americanos.

Depois de tudo isto, eles são assim tão bons? Nem por isso. Podem vencer tranquilamente a sua Divisão? Sim. Podem vencer tranquilamente a sua Conferência? Sim. Mas isto é o tipo de "bom" que nós estamos a averiguar? Não. O que nós queremos saber é se os Boston Celtics são MESMO bons?

Os Houston Rockets têm um parcial de 11-12, o que nem é comparável com uns 18-12. Algumas pessoas menos ligadas a este desporto poderão dizer "Houston não atravessa um bom momento. Boston vai arrumar com eles", mas esperem lá um segundo. Para começar, 11 dos 20 jogos dos Celtics foram em casa, enquanto que apenas 9 dos 23 jogos de Houston foram em casa. Depois, Houston já jogou contra Dallas, San Antonio e Phoenix [em casa e fora]. Houston também já jogou em L.A, em Utah e em Golden State [os Warriors em casa são completamente diferentes]. O meu ponto aqui é provar que é contra as melhores equipas que se vê de que material é feita uma verdadeira equipa.

Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões mas uma coisa é certa, os Boston Celtics não vão continuar a vencer cerca de 90% dos seus jogos.

Mas continuando, Boston não é tão boa quanto foi esta sim, grande equipa:

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Outros Planetas:NBA - Pat Riley atinge as 1,200 vitórias


Pat Riley - treinador dos Miami Heat - certamente que se sente muito mais contente neste momento do que se sentia quando levou aquela equipa para o Staples Center [Pavilhão dos L.A.Clippers], e porquê?

Bem, outra coisa não seria de esperar quando se obtém 1 200 vitórias na NBA, como treinador. É um feito impressionante e digno de registo, só ao alcance dos melhores treinadores de sempre. Pat Riley passou rapidamente de um extremo [5 derrotas consecutivas] a outro [1 200 vitórias]. Apesar de ter razões para sorrir momentâneamente, não pode cair em euforias porque ainda têm uma época pela frente.

Dwayne Wade, foi um dos jogadores que contribuiu consideravelmente para o aumento de entusiasmo em Pat Riley, devido aos seus 35 pontos e 10 assistências na vitória por 100-94 contra os L.A.Clippers.

Riley torna-se então no terceiro treinador a atingir a marca das 1,200 vitórias. O feito só de sí já é impressionante, mas se tivermos em conta que ele soma 1,200 vitórias em 1,842 jogos, ainda mais espantados ficamos com o sucesso deste maravilhoso treinador. Pat Riley já soma 5 títulos de Campeão: 4 com os Lakers e 1 com os Miami Heat

"It's those kind of moments that you'll always remember, good and bad," said Riley, coach of the years with three organizations. "The first 600 (533) were here in Los Angeles -- a lot of great players, guys. You know all of them. Dwyane thinks I'm extinct, but that's OK. That's what he said to me in there."

De volta ao jogo da madrugada passada, Shaquille O´Neal [14 vezes All-Star] teve o seu primeiro confronto directo com Chris Kaman, que está a jogar muito bem na sua posição, tendo sido inclusivamente anunciado como um dos jogadores com mais potencialidades para se tornar num ícone. Kaman somou o seu 15º duplo-duplo esta época [para quem não sabe é chegar à casa das dezenas em duas vertentes do jogo, ie, 10 pontos e 10 ressaltos] evidenciando novamente as suas magníficas qualidades.

"It's always a touch matchup with someone like that because you have to bring a double-team, and that leaves someone else open," Kaman said. "He's just so big. When you try to go into the middle and shoot a jumper, he doesn't have to move very far to catch up with you if you beat him on the first step."

O´Neal que se queixou durante a semana de não receber devidamente a bola dos seus companheiros, somou apenas 8 pontos e 8 assistências em 33 minutos. Passou o último minuto no banco, enquanto Alonzo Mourning, garantia alguma consistência defensiva nos minutos finais. Apesar de tudo e apesar das críticas que têm sido direccionadas a O´Neal, Riley teceu rasgados elogios ao "Big" Shaq no final do encontro. Para além de ser um excelente treinador, é também, uma excelente pessoa.

"Zo is a little more mobile than Shaq right now," Riley said. "You could see that Shaq was laboring a little bit because of his thigh, so he was dragging his leg around doing the best job he could do. He's a shot blocker, he's a big body and everybody knows he's coming. He gives our players confidence because he can get up there and he has such good timing."

A pergunta que se impõe, depois desta mensagem é: Será que Pat Riley consegue chegar às 1,332 vitórias de Lenny Wilkens?

Uma coisa é certa, já esteve mais longe.

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Outros Planetas:NBA - O´Neal e Miami em contagem descrescente

Uma das equipas que tem apoquentado alguns adeptos da NBA são os Miami Heat. Somam o seu pior começo de época desde há 6 anos para cá e todas as semanas apresentam novas formas de perder um jogo, sendo que a última deve ter sido a mais frustrante de todas. Depois de desperdiçarem uma vantagem de 11 pontos no ultimo periodo, Miami espera vencer esta noite os Los Angeles Clippers.

Miami [4-15] teve algumas baixas importantes que condicionaram toda a planificação feita para este começo de época, entre elas a estrela Dwayne Wade, que esteve a recuperar de duas operações complicadas [joelho e ombro]. Sem Dwayne Wade, Miami somou um parcial de 1-6 mas o que é certo é que com Dwayne Wade tambem não melhoraram por ai além, somando uns miseráveis 3-9. Miami não perde 6 jogos seguidos desde a época 2003/2004 - ano de rookie de Dwayne Wade.

Os Heat podiam ter somado perfeitamente a sua quinta vitória contra Golden State, mas foram quase que destronados por uns 38-22 no quarto e último período. Miami não conseguiu controlar o jogo ofensivo de Golden State, apesar de terem usufruído de uma vantagem pontual bastante considerável [18 pontos]. "It's a matter of finishing", disse Dwayne Wade no final do jogo acrescentando que ""Golden State is a team that is really playing well but we should have found a way to win this game.". O já veterano poste dos Heat, Shaquille O´Neal, esteve sentado no banco durante o último período [devido às faltas], terminando a partida com 13 pontos e 10 ressaltos.

O´Neal tem sido severamente criticado pela massa associativa de Miami que aponta o dedo à crescente falta de qualidade deste jogador e ao seu sub-rendimento constante. Shaquille está a somar minímos de carreira em praticamente todos os capítulos desportivos: pontos [14.9], minutos jogados [27.5] e eficácia de lançamento [10.5]. Nos ultimos 6 jogos, fez menos do que 10 lançamentos e jogou menos do que 23 minutos. Se tivermos em conta que ele já foi um ícone para todos nós, estes números são decepcionantes.

Patt Rilley [treinador dos Miami Heat] afirmou após o jogo contra Golden State que se sentia arrependido por ter deixado O´Neal no banco durante o último período. Porque será?

É que quer queiramos quer não, Shaq tem muita qualidade e se aquela equipa ainda tem 4 vitórias, em parte deve a este magnífico jogador, cuja idade não tem perdoado [35 anos]. Na NBA assim como em qualquer desporto, é preciso ter consciência de que os craques não são eternos e que mais tarde ou mais cedo vão ter de ir embora.

Da minha parte O´Neal nao vai ouvir nenhuma crítica, porque ainda me recordo de toda a força, de toda a diversão, de todo o prazer, de todo o orgulho que este jogador transmitia a qualquer amante da NBA. Nós nunca te vamos esquecer e não vai ser esta época menos feliz em Miami que vai apagar todas as boas recordações que foste espalhando por essa América fora.

Entretando, aqui ficam os melhores momentos dos jogos da madrugada passada [Sábado para Domingo]:



E como até sou simpático, já agora, aqui fica o top 10:


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Outros Planetas:NBA - San Antonio a liderar e Boston ainda no topo

Classificação da Conferência Este:


Pos Equipa
1 Boston Celtics
2 Orlando Magic
3 Detroit Pistons
4 Toronto Raptors
5 Washington Wizards
6 New Jersey Nets
7 Indiana Pacers
8 Milwaukee Bucks
9 Cleveland Cavaliers
10 Atlanta Hawks
11 New York Knicks
12 Charlotte Bobcats
13 Chicago Bulls
14 Philadelphia 76´ers
15 Miami Heat

Classificação da Conferência Oeste:

Pos Equipa
1 San Antonio Spurs
2 Phoenix Suns
3 Utah Jazz
4 New Orleans Hornetts 1
5 Dallas Mavericks
6 L.A. Lakers
7 Denver Nuggets
8 Golden State Warriors
9 Houston Rockets
10 Sacramento Kings
11 L.A. Clippers
12 Portland Trail Blazers
13 Memphis Grizzlies
14 Seattle Supersonics
15 Minnesota Timberwolves

Jogos disputados na madrugada de ontem e top 10 das melhores jogadas:

Phoenix Suns 136 - 123 Golden State Warriors
Boston Celtics 113 - 103 Philadelphia 76´ers
Washington Wizards 105 - 86 Cleveland Cavaliers
Chicago Bulls 91 - 82 Charlotte Bobcats
New York Knicks 100 - 93 New Jersey Nets
Detroit Pistons 91 - 76 New Orleans Hornetts
Houston Rockets 105 - 92 Memphis Grizzlies
San Antonio Spurs 97 - 95 Dallas Mavericks
L.A. Lakers 111 - 107 Denver Nuggets
Golden State Warriors 120 - 90 Milwaukee Bucks
Seattle Supersonics 92 - 88 L.A. Clippers



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Outros Planetas:NBA - Are you kidding me?

Kobe Bryant foi o tema do verão no que toca à NBA. Primeiro exigiu uma troca, depois quis continuar nos Lakers e mais tarde Jerry Buss veio a publico afirmar que está disposto a trocar Kobe. O que é certo, é que Kobe acabou por não ir a lado nenhum.

Apesar de ter afirmado na "silly season" que os seus companheiros de equipa não eram suficientemente bons, Kobe acabou por não "receber" nenhum companheiro novo. Mas quer queiramos quer não, os Lakers até lhe arranjaram Derek Fisher, apesar deste não ser o jogador que Kobe tinha perfilado para actuar ao seu lado. Os números de Fisher dão razão a Bryant, este não é o jogador capaz de ajudar Kobe na corrida pelo título que ele tanto merece. O melhor ano de Derek Fisher remonta à época 2005/2006 com números que continuam a não convencer ninguém [13.3 Ppg, 4.3 Apg e 2.6 Rpg].

Mas não se pode dizer que os Lakers não tinham capacidade para ir buscar outro jogador, afinal de contas, segundo constam os rumores os Nets ofereciam Jason Kidd e os Pacers ofereciam Jermaine O´Neal. Mas cada troca envolvia o mesmo jogador: Andrew Bynum. Os Lakers disseram "não" e recusaram as duas propostas. Kobe ficou de certa forma surpreso pela recusa dos Lakers e digamos que foi "apanhado" num video a afirmar o seguinte:

"Are you kidding me? We´re talking about Jason Kidd"

Os números voltam novamente a confirmar a indiganção de Kobe Bryant. Jason Kidd é só um All-Star que revolucionou o jogo e que "formou" um dos melhores bases de sempre: Steve Nash. Kidd é o rei dos triplos-duplos [para quem não sabe o que isto significa, basicamente é chegar aos dois digitos em três estatísticas, ie, 10 pontos, 10 ressaltos e 10 assistências] para além de ter uma qualidade acima da média. Bynum foi o rookie dos Lakers em 2005, mas o que é certo é que pouco ou nada tem feito em L.A. apesar de todos lhe reconhecermos valor e potencial. Andrew Bynum este ano até tem estado num bom plano [10.9 Ppg e 10.1 Rpg] evidenciando a tal margem de progressão que possui.

Mas afinal de contas quem é que deve exigir uma troca?

Se Bynum continuar a jogar desta maneira, qualquer dia quem passa a fazer exigências é mesmo ele, esquecendo o todo poderoso Kobe Bryant. O que é certo, é que a nivel de pontos por minuto, Bynum não anda muito longe de Kobe Bryant. Ignorando a época anterior, este príncipio de época tem revelado um Andrew Bynum pragmático e eficaz.

Se calhar Bynum até pode pensar que se tivesse um melhor jogador ao seu lado poderia vencer o título máximo na NBA. Não tarda nada até vemos o Bynum exigir uma troca entre Kobe e Jason Kidd. Claro que os Lakers provavelmente tambem recusavam essa proposta, mas nesse caso ouvíamos Bynum dizer qualquer coisa como..."Are you kidding me? We´re talking about Jason Kidd"

A moral deste meu argumento é muito simples, por muito que Kobe seja um jogador dotado de uma grande técnica não pode tratar os seus companheiros de equipa desta maneira, caso contrário sujeita-se a ouvir este tipo de coisas dos seus superiores: "I believe that Bynum is better than Kobe" É incorrecto e apenas destrói uma das bases fundamentais para uma equipa: Confiança

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Outros Planetas:NBA - Onde é que andam os New Jersey Nets?


Este início de época tem sido algo conturbada para New Jersey, não conseguem encontrar o rumo para as vitórias e vencem os seus jogos de uma maneira intermítente. Neste momento têm um parcial equilibrado [8-9] mas igualmente longe daquilo que esta equipa pode e deve fazer, tendo em conta os adversários que até agora já defrontaram. É uma equipa estranha, sobretudo por um factor em especial, que passo a explicar:

- Existe um fosso qualitativo muito grande entre o "Big 3" desta equipa [Jason Kidd, Vince Carter e Richard Jefferson] e os restantes jogadores. A grande maioria das equipas possuem 2/3 jogadores que ganham evidência a nivel pontual e 2/3 jogadores que ganham evidência noutros factores essenciais num jogo de basket [assistências, ressaltos, faltas ganhas...]. New Jersey apenas possui o primeiro, o que pesa no rendimento colectivo desta equipa.

Posto isto e perante os resultados desta equipa, chegamos rapidamente à conclusão que esta equipa é melhor a abanar a cabeça do que propriamente a lutar pelo jogo. É esta sensação de "jogo perdido" que tem de acabar, até os Knicks venceram recentemente Milwaukee precisamente pelo "acreditar" até ao ultimo segundo. Por muito que Kidd olhe para o lado e veja jogadores como Allen [4.3 pontos por jogo] e Collins [1.0 pontos por jogo] tem de perceber que ainda representa uma equipa e que lhe compete representá-la ao mais alto nível, independetemente do valor dos seus companheiros.

Ontem os Nets perderam contra Detroit [118-95] e a pergunta principal manteve-se inalterável: Porque é que os Nets continuam a afundar-se em enormes buracos?

Jason Kidd quando confrontado com esta pergunta pouco ou nada disse, Vince Carter abanou a cabeça de um lado para o outro e Lawrence Frank bem tentou dar uma resposta racional mas aquilo teve tudo menos sentido. "We've got to find a way to keep fighting and stay positive," foi a unica coisa que Kidd conseguiu dizer. Já é a 13ª vez em 17 jogos que os Nets se vêm em desvantagem no marcador por cerca de 20 pontos de distância, o que acaba por ser o espelho daquela que tem sido a entrega destes jogadores. Para juntar ao factor "estranho" que parece assumir controlo desta equipa, saliente-se esta coincidência:

- Com Vince Carter a vir do banco têm um parcial de 4-0
- Com Vince Carter a titular têm um parcial de 4-4

É necessária uma alteração na postura de alguns jogadores, até porque segundo correm os rumores, Jason Kidd recusou uma proposta de renovação de contrato a rondar os 24 milhões de dólares.

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Outros Planetas:NBA - Que espectáculo deprimente!

Sim, é verdade, estamos a conciliar o termo "NBA" e "deprimente", é mesmo verdade. Não existem palavras para aquilo que os Knicks fizeram ontem contra os Boston Celtics. É pouco comum utilizar um adjectivo tão desprestigiante num comentário sobre a NBA, mas o que se viu ontem à noite não merece elogios, nem muito menos paninhos quentes. Se o rendimento dos New York Knicks já não era aceitável, face aos gastos dispendidos no período de transferências, depois do episódio de ontem nem me vou ousar sequer a adjectivar. Em causa está a derrota por 45 pontos contra os Boston Celtics [59-104].

Será que os Knicks, hoje, perante o seu publico, vão continuar com esta humilhação?

Bem, uma coisa é certa, se o resultado de hoje apresentar as mesmas debilidades do jogo de ontem, será a altura ideal para reconstruir esta equipa e equacionar a permanência do treinador e General Manager, Isiah Thomas. Arrisco-me a dizer que podemos estar a testemunhar os ultimos momentos de Isiah Thomas enquanto elemento dos New York Knicks. Para quem viu o jogo de ontem, torna-se evidente que os jogadores já "desistiram" do treinador. Alguns referem o termo "fazer a cama", eu prefiro ser menos calão e afirmar que eles estão apenas a contribuir para a queda de Isiah Thomas, o que na prática vai dar ao mesmo.

Eu tenho de admitir que foi o pior jogo individual e colectivo que me lembro de alguma vez ter visto desde que acompanho a NBA.

Hoje espera-se um publico revoltado em Madison Square Garden, e igualmente preparado para correr com Isiah Thomas assim que o resultado comece a tender para Milwaukee. Se os Knicks perderem esta noite, a picada vai ser tão venenosa - especialmente se o "Chairman" Jim Dolan estiver presente na primeira fila - que poderá perfeitamente influenciar Dolan a uma tomada de decisão rápida de modo a não perder a ligação entre os adeptos e o clube.

Os Knicks chegaram a um momento em que já não podem errar, e esse momento pode estar iminente. Chegou a altura de haver algum senso comum em New York, e o senso comum anuncia a saida de Isiah Thomas dos New York Knicks.



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Outros Planetas:NBA - Qual a origem do sucesso dos 3 grandes da Conferência Oeste?

O tema de hoje é deveras interessante, afinal de contas porque é que os 3 grandes da Conferência Oeste têm tanto sucesso?

Quando falamos nas 3 melhores equipas de Oeste - Dallas Mavericks, San Antonio Spurs e Phoenix Suns - que perderam na passada terça-feira contra equipas teoricamente mais fracas, percebemos que até têm muitas coisas em comum. As constantes vitórias, o sistema de jogo consistente, a identidade pessoal da equipa e os seus bons treinadores, são na minha opinião, as principais bases para o sucesso desportivo de cada uma destas equipas.

Mas é nos seus estilos de jogo que residem as principais diferenças. Phoenix pratica o mítico "Run and Gun" e conduz o jogo para pontuações bastante elevadas (veja-se a derrota por 129-114 contra Golden State). Dallas utiliza um estilo de jogo bastante defensivo, sendo provavelmente a equipa que melhor controla uma vantagem pontual. San Antonio joga de maneira pragmática e eficiente, somando campeonatos atrás de campeonatos.

Qual é a equipa qual é ela, que é capaz de tornar um excelente jogo adversário num autentico sofrimento? Phoenix Suns

E isto tem uma razão de ser. Quantas equipas já jogaram espectacularmente contra Phoenix e mesmo assim perderam? Muitas, mesmo muitas. Phoenix através do seu rápido jogo ofensivo consegue obter pontuações extremamente elevadas e com isso quase que coloca a equipa adversária entre a espada e a parede. Ou acompanham o ritmo ofensivo ou perdem por muitos, e é geralmente nesse "acompanhar" que surgem os melhores jogos de basket que tenho visto nos últimos tempos. O ano passado, aquele que foi considerado como o melhor jogo do ano, opôs os New Jersey Nets e os Phoenix Suns, que presentearam todos os espectadores [eu incluido] com dois tripos-duplos [Steve Nash e Jason Kidd] e com dois prolongamentos épicos.

Phoenix possui um "Big 3" espectacular - Stoudemire, Shawn Marion e Steve Nash - que são bem auxiliados por Raja Bell e Leandro Barbosa. O seu problema principal reside precisamente no jogo interior. Se Stoudemire porventura se lesionar, não existe nenhum jogador capaz de substituí-lo devidamente. Boris Diaw até pode fazer esse papel mas não apresenta os mesmos índices de rendimento. No entanto, são claros candidatos ao titulo.

Qual é a equipa qual é ela, que é capaz de segurar um jogo do princípio ao fim? Dallas Mavericks

Enquanto que no Futebol este atributo é bastantes vezes utilizado por alguns analistas, no basket, mais especificamente na NBA, tal ousadia é pouco comum. Um jogo de basket nunca está decidido, por alguma razão se considera o quarto e último período como o "período das decisões". Dallas tem esta particularidade impressionante de controlar um jogo do principio ao fim. Arrisco-me a dizer que é preferível estar a perder por 20 pontos contra Phoenix do que contra Dallas, visto que a probabilidade de recuperação é infinitamente maior no primeiro caso. Equipa que revolucionou o conceito de "defesa" na NBA.

Dallas tem um "Big 3" de enorme qualidade - Josh Howard, Jason Terry e Dirk Nowitsky - sendo que tem uma média de praticamente 20 pontos por jogo. É uma equipa não muito experiente, mas que tem batido à porta nos ultimos anos. O tal controlo de jogo e o tal poderio defensivo não é fruto do acaso. As suas contratações são sempre muito específicas e rigorosas para colmatar determinadas lacunas. As falhas exibidas contra Golden State nos Playoffs da época passada levaram à contratação de Trenton Hassel e Eddie Jones.

Não vislumbram, não tem um basket particularmente bonito mas somam vitórias.

Qual é a equipa qual é ela, que tem mais titulos nos ultimos 5 anos? San Antonio Spurs

Contra factos, não há argumentos. Campeões em 2003, Campeões em 2005 e Campeões em 2007. São dados impressionantes que demonstram o poderio desta equipa.

Sobre eles pouco ou nada tenho a dizer, Campeões em título, estilo de jogo marcado pelo pragmatismo e pela eficácia, quando é preciso jogar bonito jogam bonito mas quando é preciso jogar feito tambem sabem jogar feio, têm um "Big 3" cada vez mais forte - Tony Parker, Tim Duncan e Manu Gilobili - que a cada ano que passa nos deixam cada vez mais perplexos e são provavelmente a equipa mais consistente da NBA. Relembro que o ano passado Phoenix e Dallas apresentaram o seu pico de forma numa fase prematura da época enquanto que San Antonio, sempre muito fiel ao seu estilo de jogo, lá foi ganhando, rumo ao titulo.

Claro que existem outros candidatos na Conferência Oeste como Denver ou Houston, mas ambas sem poder para contrariar a força destas três excelentes equipas. No final de tudo, uma conclusão permanece: Não estou a dizer nenhuma mentira se dizer que quem vai ganhar a Conferência Oeste, será um dos 3 grandes.

Acabo com uma frase já muito conhecida: That´s why i love this game!

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Outros Planetas:NBA - Chicago Bulls e Pau Gasol?

Se é unanime considerar que os New York Knicks estão num momento de forma deprimente, o que podemos dizer acerca dos Chicago Bulls?

Quando os Knicks venceram os Bulls no sábado passado, acabando com um ciclo de oito derrotas consecutivas apenas contribuiram para o afundar de Chicago. Colocaram-nos em maus lençóis na sua divisão e isolaram os Bulls no último lugar da Conferência Este. Quando as coisas pareciam não poder piorar mais eis que perdem com Toronto somando um registo verdadeiramente confrangedor: 2-10.

Se alguns críticos podem considerar o rendimento de Luol Deng com uma das principais causas para este péssimo começo de época, na minha perspectiva existem problemas mais importantes. Todos os dados ofensivos de Kirk Hinrich - excepção feita aos lançamentos livres - são os piores de sempre em toda a carreira deste jogador. Ben Gordon desceu de rendimento consideravelmente e Ben Wallace tem estado irreconhecível. Chicago continua sem nenhuma referência no jogo interior, o que é bastante grave. Qualquer equipa que se queira de topo tem de ter sempre uma referência interior que seja capaz de ganhar ressaltos, marcar pontos e impôr algum respeito numa zona tão próxima do cesto.



Para piorar ainda mais as coisas, Wallace tem somado os seus piores números desde há 10 anos para cá, e com 32 anos, não se vai tornar numa força dominante no sector defensivo e ofensivo da equipa. Com esta idade o seu percurso já não é ascendente e os numeros deste ano assim o demonstram - 4,4 pontos por jogo, 6.7 ressaltos por jogo e 1,4 bloqueios por jogo - não são propriamente os numeros que o General Manager John Paxson estava à espera quando contratou Wallace, por cerca de 60 milhões de euros com extensão de 4 anos. O último jogo dos Bulls comprova todos estes factos. Wallace jogou cerca de 35 minutos e somou uns miseráveis 2 pontos e 5 ressaltos. Os adeptos dos Bulls mantêm a esperança nesta equipa, isto porque já estão habituados aos tradicionais péssimos começos de época, mas as lacunas exibidas nestes 12 jogos iniciais não são um bom presságio para o resto da época.

Outros críticos acham que uma das razões que justifica este começo de época, foi a tão proclamada ida de Kobe Bryant para os Bulls que distraiu tudo e todos. Na NBA existem sempre este tipo de rumores e quando falamos de um jogador com o talento de Kobe Bryant esses rumores tornam-se cada vez mais frequentes. No entanto há que pensar que ainda existe um clube que necessita de consistência e segurança que não se pode deixar afectar por um mero "rumor". O Treinador Scott Skiles nunca foi de tolerar este tipo de coisas sem sentido, mas desde que começou a época que não se tem visto outra coisa no grupo de trabalho dos Bulls. Chicago tem dois jovens magníficos, Tyrus Thomas e Joakim Noah, mas falta qualquer coisa para que esta equipa encaixe devidamente.

Não tenho nada contra o Paxson que na minha opinião tem feito um magnifico trabalho na re-construcção desta equipa que estava em cacos depois da saida de Jerry Krause, a seguir à era Michael Jordan. Contenção é a palavra de ordem que foi imposta por Paxson aquando desse período e os resultados até nem têm sido maus, com duas idas consecutivas à segunda ronda dos Playoffs. A equipa está a ser construida mas está tambem a demonstrar que não tem capacidade para aspirar a outros voos.

Por isso, qual é o destino de Chicago? Paxson vai ter de abrir os cordões à bolsa e ir à procura de um bom jogador, que tenha qualidade e que tape a lacuna no jogo interior de Chicago. Este parece-me ser um dos problemas principais, senão mesmo o principal dos Bulls este ano.

Uma vez mais...Pau Gasol está à espera!



Post Scriptum - Desculpem esta interrupção noticiosa acerca da NBA, mas debati-me com alguns problemas técnicos que me impediram de aceder ao Blog e consequentemente enviar mensagens. Da minha parte, tudo esclarecido e vamos continuar com a NBA!

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Boston e Hornetts lideram respectivas Conferências

Classificação da Conferência Este:
Pos   Equipa                J   V   D   
1 Boston Celtics 9 8 1
2 Orlando Magic 11 9 2
3 Detroit Pistons 10 6 4
4 Charlotte Bobcats 9 5 4
5 Cleveland Cavaliers 10 5 5
6 Toronto Raptors 10 5 5
7 Milwaukee Bucks 8 4 4
8 Washington Wizards 9 4 5
9 Indiana Pacers 10 4 6
10 New Jersey Nets 10 4 6
11 Atlanta Hawks 9 3 6
12 Philadelphia 76´ers 9 3 6
13 Chicago Bulls 9 2 7
14 New York Knicks 9 2 7
15 Miami Heat 10 2 8
Positivo: Excelente arranque de época por parte de Boston, perdendo apenas contra o segundo classificado Orlando Magic. Charlotte Bobcats (11º) e Milwaukee Bucks(14º) entre as 8 melhores equipas da Conferência, o que em comparação com o ano passado é absolutamente brilhante. Cleveland mesmo não estando num grande momento de forma consegue manter a consistência do ano passado, será importante verificar quanto tempo vão conseguir permanecer nos 8 primeiros.

Negativo:
Terrivel arranque para os Miami Heat, é certo que não contaram com Dwayne Wade para alguns jogos mas exige-se muito mais a uma equipa com um conjunto de bons jogadores. E o mesmo se pode dizer de Chicago, que na minha opinião tem um excelente plantel que concilia a juventude de uns (Ben Gordon, Luol Deng) com a experiência de outros (Ben Wallace, Nocioni). Para além de que ainda tem individualidades muito boas (Joakim Noah, Tyrus Thomas, Kirk Hinrich). Os Nets tambem são o exemplo doutro plantel que não tem equipa mas sim jogadores. Com outro treinador acredito que possam render muito mais.


Classificação da Conferência Oeste:
Pos Equipa J V D
1 New Horleans Hornets 11 9 2
2 Phoenix Suns 10 8 2
3 Denver Nuggets 10 7 3
4 San Antonio Spurs 10 8 2
5 Dallas Mavericks 9 7 2
6 L.A.Lakers 9 6 3
7 Utah Jazz 11 7 4
8 L.A.Clippers 9 5 4
9 Houston Rockets 11 6 5
10 Portland Trail Blazers 10 4 6
11 Sacramento Kings 10 4 6
12 Golden State Warriors 8 2 6
13 Memphis Grizzlies 9 2 7
14 Seattle Supersonics 11 2 9
15 Minnesota Timberwolves 8 1 7

*Denver apesar de ter um parcial inferior ao de Dallas e San Antonio, situa-se à frente de ambas as equipas devido a outros factores, ie, vantagem no confronto directo e melhores parciais em jogos disputados com outras equipas da Conferência Oeste. É evidente que no final da Fase Regular este tipo de vantagem de pouco ou nada servem, visto que se Dallas acabar com mais vitorias que Denver, o confronto directo não irá alterar nada.

Positivo: O destaque tem de ir obrigatoriamente para o magnifico desempenho dos Hornetts, que o ano passado acabaram a Fase Regular em 10º. Apesar de não terem um conjunto de individualidades fortes, apresentam um colectivo bastante organizado e produzem um basket muito elegante. Os desginados três grandes continuam em boa forma (Dallas Mavericks, Phoenix Suns e San Antonio Spurs), conquistando os lugares cimeiros da tabela classificativa. L.A.Lakers estão colectivamente bem mais fortes que o ano passado onde tiveram de suar nos ultimos jogos para conseguir a passagem aos Playoffs.

Negativo: Houston Rockets a defraudarem alguns adeptos que tinham objectivos um pouco mais ambiciosos para esta época. Espera-se um pouco mais desta equipa que este ano contém um excelente conjunto de jogadores, capazes de lutar com as equipas teoricamente mais fortes de olhos nos olhos. Os Timberwolves depois da saida de Kevin Garnett para Boston que já nem sentem o orgulho de uma vitória. Época catastrófica em perspectiva para Minnesota.

Para quem tem andado atento à NBA, gostaria de saber quais as vossas preferências clubisticas para que todos se pudessem diferenciar (no bom sentido, é claro). Isto porque tenho em mente certos periodos temporais com comentários especificos a determinadas equipas para que todos possam ver a sua equipa analisada de x em x tempo. Da minha parte prometo fazer o melhor que conseguir.

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publicado por Anónimo
Outros Planetas:NBA - Phoenix vence e Houston soma quarta derrota consecutiva

Ontem à noite no Toyota Center em Houston, Texas o jogo opunha duas equipas que lutam pelos primeiros lugares da Conferência Oeste. De um lado os Phoenix Suns que vinham de 4 vitórias consecutivas e do outro lado os Houston Rockets, que tinham perdido no dia anterior contra os Campeões em titulo, San Antonio Spurs. Houston não contava com Tracy McGrady por lesão, e esse foi um dos principais problemas com que se tiveram de debater durante todo o encontro. Em Phoenix a ausência de Raja Bell nem se fazia notar, muito por culpa das recentes exibições do jovem Leandro Barbosa. Aquilo que realmente interessava em Houston era, como travar os Phoenix Suns? Basicamente, só existem duas soluções: ou acompanham o ritmo velocista dos Suns ou através de uma marcação individual muito bem feita, evitam alguns lançamentos exteriores. O jogo interior aparentemente nem iria ser grande problema, porque quem tem um gigante como Yao Ming só tem de assumir o seu favoritismo debaixo da tabela.

Houston Rockets vs Phoenix Suns

[1º Periodo] Houston Rockets 30 -37 Phoenix Suns - Um ambiente pouco acolhedor e demasiado sossegado marcou o regresso dos Houston Rockets ao seu pavilhão. Talvez marcados pela derrota contra os Spurs, o publico apresentou-se muito pouco interventivo durante grande parte do periodo de jogo. O jogo começou bem para ambas as equipas mas foi Amare Stoudemire quem se destacou nos primeiros dois minutos de jogo, somando 2 pontos, 2 ressaltos e 1 bloqueio. Phoenix apresentava a habitual rapidez de processos entre os sectores e contava com um Grant Hill bastante certeiro. Houston sem Tracy McGrady era quase que obrigado a "pensar" mais os ataques e contava fundamentalmente com a inspiração de Mike James. Scolla entrou muito bem no jogo e repôs algum equilibrio no jogo interior de Houston. Um excelente periodo em termos pontuais com ambas as equipas a chegarem à fasquia dos 30 pontos. Os Rockets aguentavam a pedalada.

[2º Periodo] Houston Rockets 57 - 69 Phoenix Suns - Eu acho que os numeros dos Suns falam por si, uma equipa que acaba o 2º Periodo quase com 70 pontos, é impressionante! Houston desacelarou nos primeiros minutos e com eles adormeceram os arbitros. Num lance perfeitamente inofensivo o arbitro em primeira instância faz o sinal para os jogadores de que não existe qualquer falta e perante os assobios e contestações de Houston volta atrás com a sua decisão. Um momento demasiado caricato para ser apreciado. Yao Ming já com 3 faltas, apresentava dificuldades no jogo ofensivo. Apesar da boa ocupação dos espaços e do seu bom trabalho de pés, a finalização continuava desastrosa somando apenas um ponto no final do segundo periodo. Luis Scolla veio dar outra vivacidade ao jogo interior de Houston e fazia aquilo que Yao Ming devia fazer. Conquistou bastantes ressaltos quer ofensivos quer defensivos e pontuava de todo o lado. Sem Stoudemire em campo, Phoenix ressentiu-se no jogo interior e perdia ressaltos atrás de ressaltos. O momento alto deste periodo foi sem duvida alguma, o abafo do Shawn "Matrix" Marion ao gigante Yao Ming [à esquerda na fotografia]. Belo momento de basket!

[3º Periodo] Houston Rockets 76 - 94 Phoenix Suns - O intervalo fez mal ás equipas que apenas nos minutos finais deste periodo é que começaram a pontuar. Desacerto ofensivo e defensivo em ambas as equipas, com periodos largos sem que ninguem marcasse nenhum ponto. Perdidas incriveis em quase todos os jogadores e péssima defesa de Phoenix a conceder espaço para o jogo exterior de Houston. Ninguem escapou ao miserável aproveitamento inicial neste periodo, Scolla e James que até então estavam a ser dos melhores tambem eles a falhar escandalosamente. Foram cerca de 6 minutos de puro sofrimento para quem assistia ao encontro, com perdidas em todo o lado. O jogo estabilizou e Phoenix começou a defender melhor, revelando bastante entrega entre todos os jogadores. Houston sem qualquer tipo de jogo colectivo, dependia do sucesso individual de Yao Ming para subir no marcador. Leandro Barbosa nem esteve particularmente "on fire" mas era provavelmente o jogador mais consistente durante todo o encontro. Em cima do final deste periodo, Shawn Marion com um lançamento esquisito conseguiu marcar num momento que originou alguns risos na bancada. Ele ainda está para saber como é que aquela bola terminou lá dentro. Mas no que a questões técnicas diz respeito, Houston não conseguiu aguentar a toada ofensiva de Phoenix e já tinha o jogo praticamente perdido.

[4º Periodo] Houston Rockets 105 - 115 Phoenix Suns - Phoenix a começar da mesma maneira que tinha começado o terceiro periodo, pessimamente. Demoraram 5 minutos para obterem o primeiro ponto neste periodo. Houston aproveitou este desacerto colectivo de Phoenix para encurtar distância e sonhar um pouco com a vitória. Estavam apenas a 9 pontos de distância (já tinham estado a 18). No entanto, quando se têm Steve Nash em campo é muito complicado dar a volta aos resultados. Phoenix estava a perder velocidade, os processos eram demasiado denunciados e o Nash apercebendo-se disso mesmo, pegou na bola e foi marcando donde bem lhe apetecia. A maneira com que este jogador controla o jogo é impressionante, só mesmo ao nivel dos melhores de sempre. Em Houston destaque para Luis Scolla (20 pontos) e Mike James (17 pontos) e em Phoenix destaque para o colectivo com Steve Nash (19 pontos e 15 assistências), Shawn Marion e Grant Hill (18 pontos) e Leandro Barbosa e Stoudemire (21 pontos). Tenho de destacar a magnifica exibição de Stoudemire que em apenas 28 minutos somou 21 pontos e 13 ressaltos. Houston se conseguir melhorar no seu jogo interior e se conseguir manter a consistência em jogadores como Luis Scolla e Mike James, tem tudo para ser um forte c
andidato ao titulo de Oeste.





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